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Devocional

O Intercessor eterno

Jesus Cristo é Aquele que cumpre “tudo em todos”. Ele é o nosso Intercessor eterno.

José Brissos-Lino

em

Jesus no Jardim do Getsêmani (Reprodução)

Neste surto epidémico, apesar de tudo não estamos sós. Deus está com os seus, mas precisam-se intercessores humanos. Pessoas que intercedam diante de Deus por aqueles que estão em aflição. Mas o modelo do intercessor é o próprio Mestre.

A chamada oração sacerdotal de Jesus, em João 17, é um tratado sobre Intercessão. Jesus é o nosso Grande Intercessor, mas é mais do que isso, pois também é tudo em todos:

“Que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos (Efésios 1:23).

Jesus, o verdadeiro e único Cabeça da Igreja, cumpre tudo em todos. Supre todas e cada uma das nossas necessidades.

Desde logo começa por ser o nosso sumo-sacerdote (Hebreus 4:14-16):

“Visto que temos um grande sumo-sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão. Porque não temos um sumo-sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.”

Mas não fica por aí, também é o Cordeiro de Deus (João 1:29):

“No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.”

Sacerdote, Cordeiro e ainda o nosso Intercessor eterno (Hebreus 7:25-28):

“Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles. Porque nos convinha tal sumo-sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus; Que não necessitasse, como os sumo-sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente por seus próprios pecados, e depois pelos do povo; porque isto fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo. Porque a lei constitui sumo-sacerdotes a homens fracos, mas a palavra do juramento, que veio depois da lei, constitui ao Filho, perfeito para sempre.”

O que é a Intercessão?

Existem diversos tipos de oração como a acção de graças, a petição, a oração sem palavras, isto é, ocasiões em que os filhos de Deus se sentem debaixo de profunda pressão ou agonia e não conseguem sequer articular um discurso verbal, então o Espírito Santo intercede por eles com gemidos inexprimíveis:

“E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Romanos 8:26).

Finalmente, existe a oração de intercessão, sempre que um cristão intercede perante Deus por um irmão ou o seu próximo.

Todo o cristão tem a garantia de poder contar com o Intercessor eterno, que se constitui ainda como nosso defensor perante o Pai:

“Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo” (1 João 2:1).

Somos carne e a carne é fraca:

“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mateus 26:41).

Somos reconhecidamente falíveis (“Errare humanum est”). Somos tantas vezes influenciados pelo contexto em que vivemos, o “curso deste mundo” (Efésios 2:2).

Mas uma coisa é certa, o nosso Salvador defende-nos face à justiça divina, recordando ao Pai que nesta ou naquele falha, erro, pecado, insuficiência, o seu sangue vertido no Calvário ainda tem poder para nos perdoar aquele pecado e purificar daquela injustiça, em função da nossa confissão e arrependimento genuíno:

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (1 João 1:9).

Assim, se Jesus Cristo é Aquele que cumpre “tudo em todos”, Ele é de facto o nosso Intercessor eterno. Creio que a razão por que muitas figuras piedosas foram levantadas aos altares ao longo da História se deve ao simples facto de os fiéis desconhecerem esta profunda verdade espiritual, que Jesus Cristo é o nosso Intercessor eterno e Todo-Suficiente.

Nunca o esqueçamos.

Nasceu em Lisboa (1954), é casado, tem dois filhos e um neto. Doutorado em Psicologia, Especialista em Ética e em Ciência das Religiões, é director do Mestrado em Ciência das Religiões na Universidade Lusófona, em Lisboa, coordenador do Instituto de Cristianismo Contemporâneo e investigador.

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