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Opinião

O estadão autocrático das “fake news”

Será que uma “correção” ou “retratação” resolve tudo?

Maycson Rodrigues

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Jair Bolsonaro e a menina que não é palmeirense
Jair Bolsonaro e a menina que não é palmeirense. (Foto: Reprodução / Youtube)

Menina se recusa a cumprimentar o Presidente Bolsonaro.

Não acredita? Leia no Estadão!

O problema é que agora já é meio tarde, pois eles fizeram uma “correção”. Não foi o que pareceu, pelo visto.

Não havia áudio, não havia segurança nessa informação, mas no dia 19 de abril a publicação foi executada pelos profissionais desta empresa de jornalismo. E não tem jeito; o caso lança luz a um questionamento válido: esta publicação foi ou não fake news?

Será que uma “correção” ou “retratação” resolve tudo?

Considere o alcance de um texto redigido e veiculado num grande canal de comunicação da Internet. Mesmo que se corrija, em 24 horas já não se mensuram os efeitos contra a imagem do acusado.

Se você espalhar num Facebook da vida que alguém trabalha com sacrifício de crianças e que deve ser capturado e devidamente punido, caso isso seja uma falsa notícia, esta pessoa talvez não terá chances de se explicar na rua.

Eu quero que você junte as peças por conta própria. Lembra do áudio vazado há um mês? O áudio da jornalista do “because”? Então. Fica difícil não achar que o Estadão divulgou uma “fake news” contra Bolsonaro sem verificar o vídeo original antes de tentar lacrar com essa mentira no “jornal”.

Afinal de contas, o Presidente eleito com quase 59 milhões de votos válidos certamente sofre com a falta de popularidade, não é?

A verdade é que a criança não se recusou a cumprimentar Bolsonaro. Apenas negou ser palmeirense.

E nós aqui, gastando tempo com isso.

No entanto, caro leitor, fique tranquilizado porque, diferentemente deste veículo de comunicação, nós temos mais o que fazer que não seja forçar a barra para tentar manchar a imagem de nossos opositores políticos.

Talvez, o Estado Democrático de Direito não seja um ambiente favorável para militantes disfarçados de jornalistas que não querem ver os Poderes da República trabalhando em prol do desenvolvimento nacional.

Pode ser que eles tenham mais apreço a regimes de governo que odeiam o pluralismo político e a alternância de poder.

Após o fracasso eleitoral recente do progressismo, tentativas autocráticas de uma parte da imprensa que permanece livre revelam que o jogo político é sujo mesmo, e algumas peças na mesa não vestem toga ou terno – estão “à paisana” por aí.

Casado com Ana Talita, seminarista e colunista no site Gospel Prime. É pregador do evangelho, palestrante para família e casais, compositor, escritor, músico, serve no ministério dos adolescentes e dos homens da Betânia Igreja Batista (Sulacap - RJ) e no ministério paraeclesiástico chamado Entre Jovens. Em 2016, publicou um livro intitulado “Aos maridos: princípios do casamento para quem deseja ouvir”.

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