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estudos bíblicos

O ensino bíblico na igreja e na internet

O ensino bíblico é essencial para capacitar a igreja para a realização de suas atividades missionais.

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Bíblia. (Foto: Ben White / Unsplash)

O ensino da Palavra de Deus acerca do Espírito Santo desperta a busca pelo poder do Espírito Santo

O conhecimento advindo do ensino bíblico desperta o interesse pelo poder e os dons do Espírito Santo. Aqueles que não têm este conhecimento geralmente não têm o desejo de buscar esta manifestação do Espírito (At 19.2).

No Pentecostes, Jesus falou que enviaria o outro Consolador e que eles esperassem em Jerusalém até que fossem revestidos de poder (Lc 24.49). Eles obedeceram e foram todos batizados. Pedro, em seu discurso inflamado, dirigido aos moradores de Jerusalém e todos os que presenciaram o derramamento de poder, aponta-lhes o ensino das Escrituras: esta promessa é para vocês também (At 2.39) e eles continuaram buscando o poder do Espírito Santo.

Nos EUA, o estudo do livro de Atos dos Apóstolos feito pelo professor da Escola Bíblica Bethel em Topeka (Kansas), Charles Fox Parham, foi fundamental para o início do avivamento naquela escola. Este estudo despertou William Seymour, que foi usado por Deus para um grande avivamento na Rua Azusa, em Los Angeles (1906-1909), que espalhou o fogo pentecostal em muitos países, inclusive no Brasil (GUNDRY, 2006).

No avivamento ocorrido em Pyongyang, na Coreia, muitas pessoas se reuniam para orar e estudar a bíblia. Eles testemunharam: “Uma das características notáveis do grande avivamento desse ano foi a inteira ausência de fanatismo. A razão, sem dúvida, foi o acompanhamento do estudo da Palavra” (SHEDD, 2004, p. 46).

A Igreja precisa manter o ensino das doutrinas pentecostais e a busca pelo poder do Espírito Santo, para que o avivamento perdure.

O ensino da Palavra de Deus pela pregação impacta o coração dos ouvintes e causa temor de Deus e um arrependimento profundo e duradouro

Aconteceu assim no dia de Pentecostes, conforme registrado em Atos dos Apóstolos. A pregação de Pedro causou um impacto na vida dos que ouviram e muitas conversões aconteceram, segundo o relato lucano nos informa (At 2.37-41). Também foi assim em Éfeso, pela pregação do apóstolo Paulo (At 19.17,18).

Jesus afirmou que o Espírito Santo é quem convenceria o homem do pecado (Jo 16.8) e o apóstolo Paulo assevera que o conhecimento do pecado vem pelo ensino da Palavra de Deus (Rm 3.20), pois ela é penetrante e reveladora, conforme nos indica o escritor da epístola aos Hebreus (Hb 4.12,13). Quando a igreja está cheia do Espírito Santo, o mandamento bíblico é que a exorta: Sede santos (1 Pe 1.16) se torna mais fácil de ser praticado. Isto vira uma realidade na igreja avivada pelo Espírito que é Santo.

No avivamento que alcançou a Universidade Evangélica de Wheaton em 1950 cerca de 100 alunos foram tomados de um intenso desejo de confessar seus pecados. Outros alunos foram tocados pelo mesmo desejo e todos foram à frente para testemunhar e pedir perdão, numa reunião que começou na quarta-feira à noite e terminou na sexta-feira pela manhã (SHEDD, 2004, p. 69).

No avivamento ocorrido em Nova Jersey, EUA, em meados do século XVIII, a aflição na alma dos índios produzida pela pregação de David Brainerd foi de tal intensidade que eles passaram mais de uma hora rolando no chão, pedindo perdão a Deus (SHEDD, 2004, p. 30).

Em Mapumulo, na África do Sul, a igreja liderada pelo evangelista Stegen experimentou um avivamento que mudou a história daquele lugar, após a conversão de muitos feiticeiros e libertação de centenas de pessoas. O avivamento trouxe um quebrantamento ao coração das pessoas, como descreve Gomes:

[…] ao sairmos pela porta da frente da casa, encontrávamos cem, duzentos pecadores endurecidos, chorando como crianças. “O que houve?”, perguntávamos, e a resposta era: “Somos pecadores”. Era como se o dia do juízo final houvesse chegado. Lembro-me de um certo pagão zulu de Singa, um homem adulto, chorando num quarto como se alguém o estivesse surrando com um chicote. “O que foi?”, perguntei. Ele disse: “Entre mim e o inferno existe apenas um centímetro”. Quando tentaram consolar os que sentiram a profunda convicção de pecados com a verdade do sangue de Jesus que purifica as iniquidades, não acreditaram que Cristo pudesse perdoá-los, tão profundos eram seus pecados. Eles os enumeraram um por um. Quando, finalmente, sentiram que tinham sido perdoados, os seus rostos brilhavam como anjos. (GOMES, 1996, p. 58 apud SHEDD, 2004, p. 100).

No avivamento de Gales, liderado por Evan Roberts, em 1904, as igrejas ficaram lotadas e não havia hora para terminar os cultos. Confissões de todos os tipos de pecados se fizeram e muitos bêbados, viciados e ladrões foram salvos. Shedd (2004, p. 104) afirma que “nas primeiras cinco semanas do avivamento, foram salvas ente 25 a 30 mil almas”.

A igreja precisa manter a pregação da salvação para todos os homens, pela em Jesus, para que mais vidas possam ser avivadas e alcançadas pela graça salvadora.

O avivamento é marcado pelo desejo de conhecer mais a Deus e cumprir a Sua vontade, conhecida pela Palavra.

Após o dia de Pentecostes, a multidão dos discípulos perseverava na doutrina dos Apóstolos, indo todos os dias ao templo para receber o ensino bíblico (At 2.42,46). O estudo bíblico fomenta o avivamento e este produz o desejo pelo estudo bíblico.

Os capítulos 8 e 10 do livro de Neemias descrevem um dos maiores avivamentos registrados no Antigo Testamento. Este avivamento teve início mediante um autêntico retorno à Palavra de Deus e um esforço decisivo para a compreensão da sua mensagem (v.8); durante sete dias, seis horas por dia, Esdras leu o livro da lei (v. 3,18). Uma das principais evidências de um avivamento bíblico na igreja é a grande fome de ouvir, ler e estudar a palavra de Deus.

Deus se revela principalmente através da Sua Palavra. É por meio dela que conhecemos a Deus e a tudo que diz respeito a Ele. Pela Palavra conhecemos o Evangelho, para salvação (Rm 10.13-17) e a vontade de Deus, segundo afirmou Moisés aos judeus antes de eles entrarem em Canaã (Dt 29.29).

Quando ocorreu o avivamento em Gales, na Grã-Bretanha, em 1904, tendo Evan Roberts como principal líder, as livrarias ficaram sem bíblias por causa de uma enorme procura por elas, conforme afirma Shedd (2004, p. 27).

O avivamento cria uma renovada urgência pela evangelização e um amor pelas almas perdidas, pregando a Palavra

A igreja primitiva, impulsionada pelo poder do Espírito e pela Palavra de Cristo, evangelizou o mundo inteiro (Mt 28.19; Mc 16.15). Os crentes foram por toda parte anunciando a Palavra de Deus, segundo o registro histórico empreendido por Lucas (At 4.31; 8.4; 11.19,20).

No avivamento da Coreia até as crianças corriam atrás das pessoas, na rua, rogando-lhes que aceitassem a Jesus como Salvador (SHEDD, 2004, p. 59). Após eclodir o avivamento entre os morávios comandados por Nicholas Von Zinzendorf, na Saxônia, eles enviaram 226 missionários para os povos não alcançados, mais do que todas as igrejas tradicionais enviaram em 200 anos (Ibid, p. 65).

Como resultado do avivamento ocorrido na universidade evangélica de Wheaton, alguns alunos foram movidos por Deus para montar uma rádio missionária na Libéria, que levou o evangelho para milhões de pessoas, em 42 línguas, na África, na Europa e no Oriente Médio. Entre 500 a 600 missionários saíram daquela escola para servir ao redor do mundo, inclusive dois deles, que foram martirizados por índios aucas do alto Amazonas, no rio Curaray, no Equador, em 1956 (SHEDD, 2004, p. 70, 71).

É a Palavra de Deus que gera fé nos corações e produz a salvação, como explica o apóstolo Paulo na sua epístola dirigida aos cristãos romanos (Rm 10.8-17). Sem conhecimento do evangelho não há pregação e sem pregação não há fé.

A igreja precisa entender seu papel no cumprimento do “ide” de Jesus, sua participação na implantação do Reino de Deus na terra, e seu envolvimento na preparação do mundo para a vinda de Cristo.

O estudo da Palavra de Deus, pois, é de suma importância para que aconteça um genuíno avivamento e o conhecimento desta Palavra, além de exortar os crentes a buscar mais a Deus, preserva-os de misticismo e fanatismo. O homem avivado consegue cumprir os mandamentos revelados na Bíblia com mais alegria e temor no coração.

Os meios particulares da graça foram concedidos aos homens para sustenta-los em sua vida cristã diária, em um mundo de atividades cotidianas. Praticá-los agora resultará em crescimento e frutificação da vida cristã. Quando o crente utiliza os meios da graça, percebe os resultados em sua própria vida: crescimento espiritual, maturidade, alegria, santidade e semelhança a Cristo.

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Pastor assembleiano, casado com Dione e pai de Álvaro e Diana. Especialista em Teologia do Novo Testamento Aplicada pela Faculdade Teológica Batista do Paraná e Mestre em Teologia pelas Faculdades Batista do Paraná, com ênfase em Estudo e Ensino da Bíblia. Exerce o ministério pastoral desde 1999. É autor dos livros Doutrina Prática, A Bíblia e o Trabalho e Depravação Total, além de diversos artigos publicados em jornais e revistas.

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