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Opinião

O Enem foi um sucesso, apesar dos que torceram contra

Enquanto uns trabalham e outros estudam, ainda existem aqueles que nada fazem, mas criticam tudo.

Maycson Rodrigues

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Candidatos são recebidos para o Enem. (Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil)

Hoje, há uma patrulha ideológica muito forte com relação a este governo. Tudo é polemizado, problematizado… e não poderia ser diferente quando o assunto é o programa estatal que mais sofreu com a instrumentalização ideológica nos últimos anos.

Esperavam que o exame contivesse questões fazendo apologia à Ditadura Militar, ou que provocaria o aluno a responder de forma a concordar com alguma política partidária governista, mas não foi o que aconteceu.

O exame buscou propor a essência de um processo seletivo na área educacional: reconhecer os méritos daqueles que demonstram mais aptidão intelectual para adentrar a um curso superior específico.

Lógico que nem todos os jovens brasileiros puderam acessar uma instituição de ensino de alta qualidade, e por isso mesmo sou favorável a cotas que contemplem especificamente a renda do candidato, considerando uma média de corte (notas) necessária para cada curso.

A meritocracia pode não se aplicar a questões de salvação humana segundo a doutrina cristã, mas numa sociedade civil organizada faz todo o sentido que as universidades recebam os alunos mais dedicados e aptos para se tornarem os melhores profissionais.

Pensar que quem não estuda pode ou mesmo deve ocupar uma vaga acadêmica apenas por reparações históricas que não consideram a maior necessidade de reparação que deve dar-se no ensino de base é, para mim, uma maneira rasa de tentar sanar uma problemática muito profunda.

Mesmo que alguns não queiram reconhecer, o Enem foi um sucesso e tudo indica que no próximo dia 10 o prognóstico será mantido. Seria muito melhor que os críticos de plantão se ocupassem mais na construção de alternativas políticas ou mesmo junto aos seus representantes, buscando por meio deles mais recursos para as escolas de sua região, do que nesta patrulha deprimente de rede social, que só faz um barulho oco e não agrega em nada ao debate público e/ou nas transformações sociais que são tão necessárias a todo o povo.

Enquanto uns trabalham e outros estudam, ainda existem [na verdade, sempre existirão] aqueles que nada fazem, mas criticam tudo. Daqui para frente, se quiserem chegar à universidade via Enem, ou terão de tomar vergonha na cara e se preparar efetivamente, ou simplesmente só restará o acesso a uma conta no Twitter, Instagram ou Facebook para que possam destilar suas pseudo sabedorias ou analises fajutas da realidade objetiva.

Casado com Ana Talita, seminarista e colunista no site Gospel Prime. É pregador do evangelho, palestrante para família e casais, compositor, escritor, músico, serve no ministério dos adolescentes e dos homens da Betânia Igreja Batista (Sulacap - RJ) e no ministério paraeclesiástico chamado Entre Jovens. Em 2016, publicou um livro intitulado “Aos maridos: princípios do casamento para quem deseja ouvir”.

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