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Sociedade

“O diabo existe”, lembra associação de exorcistas

Grupo formado por 350 padres exorcistas criticam relativização da existência de satanás.

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Cena de "O Ritual" com Anthony Hopkins. (Foto: Divulgação)

A Associação Internacional de Exorcistas (AIE) emitiu um comunicado oficial declarando que o diabo existe e criticando a fala de um padre que relativizou a existência do demônio.

Em entrevista à revista italiana Tempi, o padre Arturo Sosa Abascal, superior da Companhia de Jesus, disse que o diabo é o mal personificado e não um espírito que pode entrar nas pessoas.

“É necessário entender os elementos culturais para se referir a esse personagem. Na linguagem de Santo Inácio, é o espírito maligno que leva você a fazer as coisas que vão contra o espírito de Deus. Existe como mal personificado em várias estruturas, mas não nas pessoas, porque não é uma pessoa, é uma forma de executar o mal”, disse o sacerdote.

A AIE, que reúne cerca de 350 exorcistas de trinta países, disse no comunicado que declarações do padre Abascal são “graves” e “desorientadas”, porque “a existência real do diabo, como sujeito pessoal que pensa e age e que fez a escolha de se rebelar contra Deus, é uma verdade de fé que sempre fez parte da doutrina cristã”.

A tradição litúrgica da Igreja Católica admite a existência do diabo, o ensinamento da Santa Sé pede aos fiéis que renuncie ao demônio. O tema era muito falado nas igrejas até a década de 60, quando o Concílio Vaticano II, trouxe mudanças litúrgicas.

O Papa Francisco tem falado bastante sobre o diabo em seus sermões. Logo depois de sua eleição, por exemplo, ele declarou: “Quando não se confessa Jesus Cristo, confessa-se o mundanismo do diabo, o mundanismo do demônio”.

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