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Sociedade

Número de abortos cai nos EUA e atinge o menor nível de todos os tempos

Resultado se dá ao fato de que as norte-americanas estão engravidando menos

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Grávida. (Photo by Alicia Petresc on Unsplash)

O Guttmacher Institute divulgou esta semana uma pesquisa que mostra a redução do número de abortos nos EUA, país onde desde 1973 está garantido a interrupção da gravidez sempre que a gestante assim preferir.

Enquanto vários estados tentam restringir a realização do aborto e outros tentam ampliar o tempo para que a gestante possa abortar a qualquer momento dentro dos nove meses da gestação, as norte-americanas se interessam cada vez menos pela prática.

“As taxas de aborto foram reduzidas em quase todos os Estados e não há evidência ligando esse declínio às novas restrições”, disse Elizabeth Nash, gerente de políticas de Estado do instituto.

A instituição, que apoia a interrupção da gravidez, realiza pesquisas periodicamente sobre o assunto e notou que em 2017 foram realizados 862 mil abortos, cerca de 200 mil a menos que o número registrado em 2011.

Segundo o estudo, a taxa de aborto caiu de 16,9 em 2011 para 13,5 em 2017, segundo que esses números representam o número de abortos a cada mil mulheres em idade reprodutiva, sendo esta a menor desde que o aborto se tornou legal em todo o país em 1973.

Uma das razões para a queda do número de abortos seria o fato das norte-americanas estarem utilizando mais os métodos contraceptivos, principalmente implantes intrauterinos que passaram a ser fornecidos pelos planos de saúde (através do Obamacare). Com menos mulheres engravidando, o número de abortos também está caindo.

Contrários às leis restritivas ao aborto, Nash declara que elas não possuem nenhuma ligação com essa queda dos números. “Se as leis restritivas fossem o principal vetor nesse caso, deveria haver alta nos nascimentos”, disse ela.

Mas é preciso esclarecer que a pesquisa usa dados de 2017 e que as leis que restringem a prática do aborto começou a ser implantada em 2018 com adesão de estados em 2019, logo, ainda não é possível prever o quanto elas impactarão esses números.

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