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Internacional

No Canadá, mulheres indígenas denunciam esterilizações forçadas

O país é considerado um dos que mais promovem a chamada “liberdade de escolha” para mulheres

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Publicado

em

Jackie Mann
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Pelo menos 60 mulheres indígenas estão buscando um processo coletivo contra o governo canadense alegando que foram submetidas a esterilizações forçadas nos últimos 20 a 25 anos. Cada mulher está reivindicando US$ 7 milhões em danos.

As mulheres indígenas dizem que, além das esterilizações sem seu consentimento, algumas foram obrigadas a aceitar o procedimento ou não receberiam seu filho recém-nascido. Outras foram enganadas e acreditaram que o procedimento era reversível.

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O Canadá é considerado um dos países que mais promovem a “liberdade de escolha” para as mulheres. Adolescentes a partir dos 14 anos de idade, por exemplo, já não precisam obter permissão de seus pais para fazer um aborto.

Com menos de treze anos, caso os pais não concordem com um procedimento abortivo, um funcionário do governo está autorizado a intervir e permitir que o aborto seja feito. Também não há restrição de semanas de gestação em quase todos os estados e o procedimento é realizado no sistema público de saúde. O aborto é permitido no país desde 1969.

Crises de depressão

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“No meio do trabalho de parto, elas seriam abordadas, assediadas, coagidas a assinar esses formulários de consentimento”, disse Alisa Lombard, do escritório de advocacia Maurice Law, a primeira firma nacional de direito indígena no Canadá.

“Muitas tiveram crises e depressão persistente, ansiedade e não estão mais conosco por causa dessas doenças e essas circunstâncias”, acrescentou.

A senadora Yvonne Boyer convocou o Senado esta semana para estudar o alcance da questão nacionalmente. “Se isso aconteceu na região de Saskatoon, aconteceu também em Regina e Winnipeg, onde há uma grande população de mulheres indígenas”, afirmou em uma entrevista.

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Em uma declaração ao The Current, a ministra dos Serviços Indígenas, Jane Philpott, descreveu a esterilização forçada como “uma séria violação dos direitos humanos”.

“Todos nós temos um papel a desempenhar para garantir que os pacientes indígenas recebam assistência médica de qualidade, livre de preconceitos, incluindo a garantia de que os profissionais médicos recebam treinamento em segurança cultural, conforme estabelecido nos apelos à ação da Comissão de Verdade e Reconciliação”, continuou o comunicado.




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