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Opinião

Não temos vocação para passar pano

Não temos políticos de estimação.

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em

Passar pano. (Foto: Reprodução / Twitter)
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Não somos inocentes. Não devemos ser. Quando o assunto é política, o cristão precisa reconhecer a realidade da presença do pecado nos corações. Querem que a gente passe o pano para depois dizerem que somos cegos, idólatras e coniventes com a corrupção; ou seja, petralhas ao avesso. Todavia, não o somos. Não temos políticos de estimação.

Vamos aos fatos. Como assim um senador que nem assumiu o mandato recorre ao STF para suspender uma investigação na qual ele próprio diz não ser parte? E os deputados do PSL que vão à China comuno-capitalista para aprender a controlar as pessoas pela via do reconhecimento facial?

Chega a ser absurdo perceber que em tão pouco tempo, tanta coisa “suspeita” vem acontecendo. Antes de você construir a narrativa de ser contra a corrupção, certifique-se de que os contratos envolvendo você e sua família estão ‘ok’ para a lei; veja se os depósitos são legítimos; observe se alguém do seu convívio demonstra um comportamento oportunista e aproveitador.

Como cristão adepto ao conservadorismo em praticamente todas as teses políticas, não posso admitir o erro de um político que ajudei a eleger. Não vou passar pano, não vou seguir o conselho petista. Meu coração já deixou de ser uma fábrica de ídolos quando confessei o senhorio de Cristo sobre mim.

Portanto, exijo como cidadão que as investigações envolvendo o Sr. Queiroz continuem e que o futuro Senador Flávio Bolsonaro peça para ser investigado e prove que não tem nada que envolva seu nome. Caso contrário, aplaudirei sua condenação e prisão.

E não me peça para defender um suspeito de estar envolvido em corrupção. Nem me diga que o PT roubou mais, pois isso não se justifica. Eu quero um país livre dos mentirosos e corruptos!

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A igreja não pode como instituição apoiar um político justamente para se manter ativa na voz profética contra eles em caso de desvio de conduta. Se Jeremias tivesse um pacto com o Rei, jamais saberíamos o que Deus tinha de fato a dizer ao seu povo.

Nosso povo está sofrendo demais com tantos corruptos privilegiados e tanto dinheiro público escoando dos cofres para as contas na Suíça. Já passou da hora dessa política brasileira ser efetivamente moralizada.

Minha esperança última permanece sendo Cristo, graças a Deus. No entanto, não posso esconder o sentimento de frustração por ver o mais do mesmo tão cedo. Novamente, digo: que as investigações continuem, que os novos representantes do PSL tenham um pingo de noção da realidade e que o presidente não passe a mão no filho dele –  afinal de contas, tem de ser assim: “BRASIL ACIMA DE TUDO. DEUS ACIMA DE TODOS.”

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