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Opinião

Não temos um presidente perfeito, mas um presidente que é gente

A parte do espectro político que sempre arroga para si a defesa dos oprimidos e marginalizados parece não ter feito muita coisa por eles.

Maycson Rodrigues

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Marcos Mion, Jair e Michelle Bolsonaro. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou ontem (18), em sua conta oficial no Twitter, que sancionou a lei que obriga a inclusão, nos censos demográficos, de informações específicas sobre pessoas com autismo. Atualmente, não existem dados oficiais sobre as pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) no Brasil.

A decisão contou com a participação ativa do apresentador e pai de um filho autista Marcos Mion, da Rede Record. As tratativas foram realizadas em poucas horas e o decreto foi assinado logo depois. O apresentador deu um depoimento emocionado em sua conta no Facebook:

“Não tenho palavras pra descrever o que sinto hoje. É maior do que tudo. Maior que missão, é um propósito! Deus me colocou ali pra representar a todos e eu só posso dar toda honra e toda glória à Ele, Jesus!”

E o presidente também deixou registrado o acontecimento em sua conta no Twitter:

“Atendendo à necessidade da comunidade autista no Brasil e reconhecendo a importância do tema, sancionamos hoje a Lei 13.861/2019 que inclui dados específicos sobre autismo no Censo do IBGE. Uma boa tarde a todos!”, tuitou Bolsonaro.

O Transtorno do Espectro Autista resulta de uma desordem no desenvolvimento cerebral e engloba o autismo e a Síndrome de Asperger, além de outros transtornos, que acarretam modificações na capacidade de comunicação, na interação social e no comportamento. A estimativa é que existam 70 milhões de pessoas no mundo com autismo, sendo 2 milhões delas no Brasil.

Ou seja, estamos falando de uma parte da sociedade que é digna dos mesmos direitos e tem sido historicamente invisibilizada na sociedade e também por parte de seus representantes eleitos, magistrados e governantes.

Este fato recente atina-nos para uma reflexão: seria mesmo Jair Bolsonaro esse boçal autoritário que alguns ainda cismam em pintar nas redes sociais e em boa parte da mídia? Ou estamos diante de um ser humano que possui defeitos, porém tem se esforçado para fazer o melhor para o país?

Como escrevi no caso da nomeação de Eduardo Bolsonaro para a embaixada nos EUA – decisão da qual discordo totalmente – o presidente pode dizer algumas coisas meio que estabanadas ou tomar algumas decisões que podem causar desagrados, seja de quem o apóia ou de quem lhe é oposição ferrenha, contudo não podemos negar que Jair Messias Bolsonaro tem sido transparente e leal às suas convicções, além de cumprir muito do que prometeu em campanha.

Já estamos vendo uma redução real nos índices de criminalidade no país. Os preços dos combustíveis estão caindo. O Brasil assinou um acordo comercial histórico com o Mercosul e a Europa. Ainda não é o suficiente, mas é desonesto intelectual quem acha que trapalhadas de décadas serão resolvidas em quatro anos de mandato.

Ao olhar para os excluídos sociais e assinar um decreto que a parte do espectro político que sempre arroga para si a defesa dos oprimidos e marginalizados jamais se coçou para fazê-lo, enquanto estava no poder, o presidente Bolsonaro demonstra que pode ter defeitos sim – como todos nós – mas é gente como a gente e o é como poucos estadistas brasileiros demonstraram ser.

Casado com Ana Talita, seminarista e colunista no site Gospel Prime. É pregador do evangelho, palestrante para família e casais, compositor, escritor, músico, serve no ministério dos adolescentes e dos homens da Betânia Igreja Batista (Sulacap - RJ) e no ministério paraeclesiástico chamado Entre Jovens. Em 2016, publicou um livro intitulado “Aos maridos: princípios do casamento para quem deseja ouvir”.

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