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Opinião

Não deixe a chama do amor apagar

O uso político das tragédias em Orlando.

Leandro Bueno

Publicado

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Orlando, na Flórida, é conhecida como a cidade da diversão e da alegria, com seus espetaculares parques temáticos, porém, neste final de semana foi o local de duas tragédias. Primeiro, um rapaz assassinou a estrela Christina Grimmie, ex-The Voice, e se matou em seguida, e no dia seguinte, um atentado  ceifou as vidas, até agora, de 50 pessoas na boate GLBT Pulse e que teria sido perpetrado por um americano de Nova York, de origem afegã.

O que me chamou a atenção nestes eventos foi que pouquíssimo se falou sobre o sofrimento das famílias enlutadas pelas perdas tão precoces e o apoio que devem receber. O que mais se viu  foi gente pegando “de carona”  as tragédias acima para defenderem  seus gostos pessoais, suas agendas.

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O primeiro foi o movimento GLBT usar o atentado na boate para alardear a homofobia que estaria por trás do ocorrido. Se é fato que há fortes evidências nesse sentido pelas investigações preliminares, tenho que o termo homofobia tem sido extremamente mal-usado em nossos tempos para querer rotular fatos que muitas vezes nada tem a ver com um desrespeito e/ou agressão a homossexuais, mas, como uma forma de silenciar quem discorda da apologia gay que vemos em muitos locais.

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Quem em sã consciência negaria a existência de atualmente estar em curso uma verdadeira “engenharia social” (manipulação midiática/do sistema para formatar a cabeça das pessoas) no sentido de pintar todo religioso, e em especial, os cristãos e islâmicos, como um homofóbicos?

Do outro lado, usaram o caso da boate Pulse para atacar indistintamente o Islamismo, uma religião de quase 1,5 bilhão de praticantes, parecendo que todos ali são terroristas ou potenciais terroristas, que não sabem se integrar nos valores da “democracia” ocidental.

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Chegaram até a invocar questões de política no caso do autor do atentado na boate, já que ele era inscrito como membro do Partido Democrata, que combate violentamente o uso de armas nos Estados Unidos, atribuindo a resistência por mudanças ao Partido Republicano. Ou seja, o caso quebra o estereótipo alardeado pela mídia e mostra mais uma vez como é um erro rotular genericamente as pessoas.

Diante desses exemplos, eu, como cristão, penso que a postura de Jesus seria totalmente diferente. Em vez de ficar a apontar culpados e fomenter mais divisões sociais e ódio, creio que o Mestre acolheria esses familiares enlutados, mostrando solidariedade, chorando ali com os que choram.

Algo como vi na CNN, onde um senhor viajou 50 quilômetros de sua residência, para ir ao banco de sangue da localidade, que necessitava muito de novos estoques, em face da carnificina. Ou seja, em vez deste homem, ficar apontando os dedos para as razões, que muitas vezes são difusas e desencontradas em um primeiro momento, ele mostrou amor, compaixão, solidariedade e esse é o nosso papel como cristãos.

E quando escrevo esse texto, o escrevo para mim, que tive uma experiência impactante neste final de semana, que mostra como a nossa empáfia e mania de julgar apressadamente os outros, como nos casos que citei, é algo extremamente danoso, se queremos, de fato, ser instrumentos de Deus neste mundo.

Uma amiga da minha família nos convidou para irmos fazer uma distribuição de brinquedos e roupas em uma localidade pobre aqui no Distrito Federal. E para chegar lá, tivemos que passar na casa de uma “rezadeira”, que era a pessoa que minha amiga conhecia para nos levar ao local. De imediato, veio na minha cabeça aquela coisa de gente que mexe com “macumba”, criando uma repulsa, mesmo sem nunca ter conhecido a pessoa.

Ao chegar ao local da entrega das encomendas que trazíamos, outra surpresa foi ver que ali era um assentamento paupérrimo de sem-terra, um grupo que tenho também uma grande reserva, por achar que muitos deste movimento agem como baderneiros e bandidos, manipulados pelo PT, para se manter no poder.

E o que vi ali foi maravilhoso e renovador. A “rezadeira”, na realidade, era uma pessoa de um amor genuíno e desinteressada, que ajudava muito uma comunidade que não tem absolutamente nada, coisa que infelizmente muitos em nossas igrejas não fazem. E, na realidade, a “rezadeira” era uma irmã da Assembleia de Deus. “Rezadeira” era apenas o “rótulo” que minha amiga dava a ela, por gostar de orar pelas pessoas.

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No caso das pessoas ali do assentamento, em vez de “bandidos” e “baderneiros”, fiquei envergonhado de ver apenas pessoas mais que necessitadas de tudo. E  minha empáfia e elitismo naquele momento foram destruídos ali.

Concluí o dia, orando a Deus e pedindo algo para todos nós: USA-NOS, Senhor. Quebra as barreiras que nos separam, faz-nos ter corações amolecidos pelo amor e preocupados com o sofrimento do nosso semelhante. Amém.




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