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Internacional

Grupo de muçulmanos ajuda a reconstruir igrejas negras queimadas

Oito igrejas foram queimadas após as mortes em Charleston

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Depois que 9 pessoas foram mortas durante um culto na Igreja Metodista Africana Emanuel Episcopal, em Charleston, Carolina do Sul, dia 17 de junho, o mundo passou a perceber que os crimes de racismo não acabaram no sul dos Estados Unidos.

Apesar de os parentes das vítimas terem perdoado o assassino e um avivamento ter tomado conta da cidade nos dias seguintes, teve início na região uma “onda de incêndios”.

Com poucos dias de intervalo, seis igrejas negras foram queimadas nos estados da Florida, Tennessee, Carolina do Norte e Carolina do Sul. Para as autoridades ainda não está claro se os incêndios foram criminosos, nem se podem ser considerados “crimes de ódio”. Ninguém foi preso até o momento.

O que chama atenção foi a decisão de grupos muçulmanos que lançaram uma campanha na internet e em diferentes mesquitas para ajudar a reconstruir as igrejas cristãs.

Com o nome “Responda com Amor”, a Associação Muçulmana Anti-racismo e a Associação Árabe-Americana de Nova York, já arrecadaram mais de 50 mil dólares, que serão destinados reparar os templos atingidos.

“Para muitos, é claro que estes são ataques à cultura negra, à religião dos negros e a vida dos negros. Mas estamos no Ramadã, e podemos desfrutar da beleza e da santidade de nossas mesquitas durante este mês sagrado. Todas as casas de culto são santuários, um lugar onde todos devem sentir-se seguros”, diz a página oficial da campanha.

Até o dia 18 de julho a petição on-line estará aceitando doações. Depois, os pastores das igrejas queimadas que mais precisam, receberão cheques.

O organizador da campanha é o Imã Zaid Shakir. Entre as justificativas para a iniciativa, ele afirma que os muçulmanos americanos entendem o que é serem descriminados.

A Igreja Metodista Africana Mount Zion, que fica no mesmo estado que a Emanuel, cerca de 20 anos atrás já tinha sido totalmente queimada por um incêndio provocado pela Ku Klux Klan.  Ela foi novamente incendiada este mês, mas o autor não foi identificado.

Não foi divulgado pela imprensa americana até o momento que outras igrejas cristãs tenham se unido para auxiliar a reconstruir ou reparar as igrejas queimadas. Em média pelo menos cinco tentativas de ataque (como depredações e pichações) são realizados contra igrejas negras nos EUA todos os meses.  Com informações de Huff Post e Christian Post

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