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Política

MPF pede à Justiça que suspenda nomeação de missionário para área da Funai

Pedido aponta preconceito religioso contra ex-missionário.

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Tribo indígena. (Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil)

O Ministério Público Federal (MPF) pediu, nesta terça-feira (11), que a Justiça suspenda a nomeação do antropólogo e missionário Ricardo Lopes Dias para a Coordenação-Geral de Índios Isolados e Recém Contatados da Fundação Nacional do Índio (Funai).

A investida contra Ricardo Lopes Dias tem claro cunho de preconceito religioso, pois está baseada no fato de ele ter formação teológica e ter atuado como missionário por anos na Missão Novas Tribos do Brasil (MNTB), organização evangélica que atua entre os indígenas.

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No pedido encaminhado pelo MPF, requer à Justiça que suspenda em caráter liminar (provisório) a nomeação do antropólogo, mas também pede a revogação definitiva da portaria que nomeou Ricardo Lopes Dias para o cargo.

Segundo informações de Matheus Leitão, a nomeação do ex-missionário causou repúdio entre servidores e técnicos da Funai, que acusam a MNTB de “camuflar” seus objetivos religiosos nas aldeias com ações de assistência.

Dias atuou entre 1997 e 2007 na Missão Novas Tribos do Brasil (MNTB), organização com origem nos EUA que promove a evangelização de indígenas brasileiros desde os anos 1950.

O seu currículo inclui doutorado em Ciências Humanas e Sociais pela Universidade Federal do ABC (UFABC), mestre em Ciências Sociais (Antropologia) pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e bacharel em Antropologia pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Ele também é bacharel em Teologia pela Faculdade Teológica Sul Americana (FTSA) e fez pós-graduação em Antropologia Intercultural pela UniEvangélica, em Anápolis (GO).

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