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Mundo Cristão

Falar sobre morte, céu e inferno “não funciona” no evangelismo

Pessoas são mais atraídas pela possibilidade de causar “impacto social” e ter “relacionamentos genuínos”

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Mulher evangelizando.

A maioria das pessoas geralmente está disposta a falar sobre sua fé (ou falta dela), mas poucos se questionam sobre a vida após a morte. Mesmo assim, uma pesquisa constatou que mais da metade dos “sem igreja” se identificam como cristãos.

A LifeWay Research publicou um levantamento encomendado pelo Centro Billy de Graham de Evangelismo, onde foram abordadas as questões mais comuns nas tentativas de evangelização.

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A tática tradicional dos cristãos em falar sobre questões como morte, céu e inferno aparentemente ‘não funcionam’ mais como antigamente. Duas mil pessoas foram entrevistadas em meados de 2016 e a margem de erro é de 2,7% para mais ou para menos.

O estudo comprovou que, em geral:

62% iria a uma igreja para uma reunião sobre a segurança na vizinhança
51% iria a uma igreja para um evento de serviço comunitário
45% iria a uma igreja para uma apresentação musical
46% iria a uma igreja para um evento esportivo ou programa de fitness
46% iria a uma igreja para um encontro da comunidade

O levantamento também constatou que 66% dos entrevistados “provavelmente” não participariam de um culto se fossem convidados. E para 74% tinham pouco ou nenhum interesse em participar de um “pequeno grupo para falar sobre Deus.”

Ao examinar os tipos de atividades que os “sem igreja” americanos afirmam estar interessados, a Lifeway inclui nessa categoria “aqueles que não foram a nenhum culto/missa nos últimos seis meses, exceto para uma ocasião especial como casamento.”

Pouco interesse na vida após a morte

Os pesquisadores também perguntaram às pessoas sobre as ‘grandes questões existenciais’, mas o assunto não parece despertar tanta atenção. Embora perto de 70% concorde que há um “propósito maior” na vida de cada pessoa, apenas 57% dizem que conhecê-lo é importante para elas.

Questionados sobre céu e inferno, e para onde eles vão quando morrer, 43% disse que nunca pensa refletir sobre isso. Cerca de 20% não tem certeza da última vez que esta questão veio à mente, enquanto 29% ainda possuem essa preocupação.

Scott McConnell, director-executivo da LifeWay Research, acredita que os cristãos interessados na evangelização deveriam repensar os métodos tradicionais. Para ele, insistir que “a única vantagem de ser um cristão é saber que vai para o céu” pode “não ser a única maneira de falar sobre a fé”, especialmente se a maioria das pessoas não se importa com isso.

Em vez disso, McConnell sugere que, quando compartilhar sobre sua fé, a pessoa deveria falar sobre como seu relacionamento com Jesus a afeta no dia-a-dia e mostrar os benefícios de se pertencer a uma igreja.

Por que há tanta aversão à Igreja?

O The Christian Post entrevistou Preston Ulmer, que dirige um programa evangelístico nada convencional chamado de “The Doubter’s Club” [Clube dos céticos], que se reúne em cafés para debater o Evangelho com pessoas que se consideram “céticos” ou “ateus”.

“Essa geração se orgulha de buscar duas grandes coisas: causar impacto social e ter relacionamentos genuínos”, disse Ulmer. “Acredito que a razão pela qual muitos não frequentam a Igreja é porque estas duas questões não estão sendo abordadas pela maioria das congregações”.

Ulmer avalia que a falta de um senso de “comunidade” em muitas igrejas afasta as pessoas, pois a mensagem dos púlpitos é cada vez mais individualista. Embora gostam de conversar sobre espiritualidade, a maioria da população não percebe que faz diferença dentro das igrejas, acredita ele.

O estudo da LifeWay mostrou isso. Quase metade (47%) dos entrevistados disseram que discutem livremente sobre religião se o assunto vir à tona. Um terço (31%) apenas ouve, sem responder, enquanto 11% prefere mudar de assunto.

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