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Internacional

Morrer vira “solução” para sair de crise na Venezuela e número de suicídios explode

Regime socialista do ditador Nicolás Maduro não reconhece casos de suicídio.

Michael Caceres

em

Crise na Venezuela (Foto: Bruno Kelly/Reuters)
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Segundo Oriane Verdier, correspondente da RFI em Caracas, a grave crise econômica e política que atinge a Venezuela tem provocado uma explosão no número de suicídios no país.

Para a sociedade morrer virou “solução” para sair do caos resultante da inflação, violência e pobreza extrema.

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“A cada semana recebemos, em média, quatro novos casos de pacientes com pensamentos suicidas”, conta Marisol Ramirez, presidente da rede nacional Psicólogos Sem Fronteiras.

Junto com a Federação dos Psicólogos da Venezuela, o serviço vem oferecendo atendimento acessível para a população, com o objetivo de ajudar a lidar com a pressão psicológica enfrentada devido a crise causada pelo governo socialista.

Em 2018, quase 800 casos foram registrados apenas na capital Caracas.

Marisol afirma que é cada vez maior o número de pessoas que veem na morte uma possível solução para seus problemas.

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“Os pacientes dizem: se eu estivesse morto, minha família não teria mais que se cansar para encontrar remédios e cuidaria dos meus filhos. Elas vivem pensando que podem ser assassinadas, que podem morrer…”, conta a psicóloga.

“As pessoas falam da morte com tanta naturalidade. Parece até ser uma opção como outra qualquer”, continua.

Crianças suicidas

Os relatos mais impressionantes para a Psicólogos Sem Fronteiras, é que o aumento de suicídios não atinge apenas adultos, mas menores de idade. Crianças que diante dos problemas enfrentados pelos pais, acreditam que a solução é tirar a própria vida.

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Para o governo do ditador Nicolás Maduro, o uso da palavra “suicídio” é um tabu, pois quem fala neste assunto pode ser acusado de estar fazendo apologia à morte.

Eles não reconhecem que os problemas da sociedade tenham se agravado a este ponto.

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