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Israel

Morre Ariel Sharon, um dos mais importantes líderes de Israel

Sua carreira militar e política sempre foram polêmicas

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Morreu hoje (11), aos 85 anos, o ex-primeiro-ministro israelense Ariel Sharon. A causa oficial do óbito é falência múltipla de órgãos. Ele estava no hospital de Tel Hashomer, perto de Tel Aviv. Sharon estava em coma desde 2006, quando sofreu um acidente vascular cerebral.

Ele foi um dos mais importantes líderes da história moderna de Israel, tendo participado da criação do Estado de Israel, em 1948, e tendo uma conturbada carreira política e militar.

Grupos de direitos humanos o acusam de estar por trás de vários massacres de civis palestinos. Sharon era líder da Unidade 101, responsável por ações militares que levaram a óbito muitas mulheres e crianças.

Entrou para a política em 1973, eleito para o congresso pelo partido de direita Likud. Foi reeleito em 1977.   Em 1981, foi convidado para ser ministro da Defesa, e acabou comandando a invasão do Líbano no ano seguinte. Sempre em confronto direto com a OLP (Organização para a Libertação da Palestina), comandada por Yasser Arafat. As sucessivas acusações por ter sido responsável por episódios que envolviam civis, como os massacres de Sabra e Shatila, o forçaram a deixar o cargo em 1983.

Morre Ariel Sharon

Ariel Sharon hospital de Tel Hashomer

A Justiça israelense concluiu que ele foi indiretamente responsável pelas mortes, mas ele continuou atuante, participando de sucessivos governos. Tornou-se ministro da Habitação, em 1990, dando grande incentivo à construção de muitas colônias e estradas na faixa de Gaza e na Cisjordânia, territórios disputados por palestinos, mas ocupados por Israel.

Foi ainda ministro do Exterior de Benjamin Netanyahu, em 1998. No ano seguinte tornou-se líder do Likud. Com o fracasso nas negociações de paz entre Israel e a Autoridade Palestina, em 2000, Sharon tornou-se o símbolo máximo do nacionalismo judeu, pois se negava a fazer negociações que incluíssem a divisão de Jerusalém.

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No mesmo ano, gerou uma intifada (revolta) dos palestinos quando visitou o espaço do Monte do Templo em um dia sagrado islâmico.

Eleito primeiro-ministro em 2001, sempre afirmou que não iria “se dobrar” aos palestinos. Foi dele a ideia de construir um muro para separar cidades e assentamentos judeus nos territórios palestinos.  Enfraquecido em seu partido, em 2005 criou o partido Kadima, esperando ser reeleito como premiê. Contudo, um acidente vascular cerebral no ano seguinte o deixou em coma até sua morte.