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Moro enaltece Lava Jato e critica tentativa de retrocesso no combate à corrupção

Ex-juiz da Lava Jato disse ter “absoluta tranquilidade” de acertos na condenação do ex-presidente Lula.

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Sergio Moro
Sergio Moro (Foto: Reprodução/Agência Brasil)

O ex-juiz da Lava Jato, Sergio Moro, divulgou nota nesta quarta-feira (24) enaltecendo o trabalho da operação e em tom critico pelo retrocesso ao combate à corrupção no Brasil, principalmente diante da manobra do Supremo Tribunal Federal (STF) para livrar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Moro afirmou ter “absoluta tranquilidade” de que acertou em suas decisões no âmbito da operação, inclusive na condenação do ex-presidente. “Apesar da decisão da segunda turma do STF, tenho absoluta tranquilidade em relação aos acertos das minhas decisões, todas fundamentadas, nos processos judiciais, inclusive quanto aqueles que tinham como acusado o ex-Presidente”, escreveu.

Por 3 votos a 2, a Segunta Turma do STF o considerou parcial na ação do triplex do Guarujá que condenou o petista, responsável pelo maior esquema de corrupção já descoberto. Moro afirmou que todos os acusados foram tratados “com o devido respeito, com imparcialidade e sem qualquer animosidade da minha parte, como juiz do caso”.

O ex-ministro destacou sua preocupação com o retrocesso no combate à corrupção, afirmando que o passado de combate ao crime de colarinho branco não pode ser destruído e que todos devem estar preocupados com o presente e com o futuro, visando aprimorar os mecanismos de prevenção.

“O Brasil não pode retroceder e destruir o passado recente de combate à corrupção e à impunidade e pelo qual foi elogiado internacionalmente. A preocupação deve ser com o presente e com o futuro para aprimorar os mecanismos de prevenção e combate à corrupção e com isto construir um país melhor e mais justo para todos”, escreveu.

Ele lembrou que o ex-presidente foi condenado em outras instâncias e que só teve sua prisão decretada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. “O ex-presidente só teve a prisão ordenada pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, em 2018, após ter habeas corpus denegado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal”, escreveu na nota.

A Operação Lava-Jato, declarou Moro, “foi um marco no combate à corrupção e à lavagem de dinheiro no Brasil e, de certo modo, em outros países, especialmente da América Latina, colocando fim à generalizada impunidade destes crimes”. O ex-juiz lembrou que foram pagos mais de R$ 4 bilhões em subornos foram recuperados aos cofres públicos e quase duas centenas de pessoas condenadas por corrupção e lavagem de dinheiro.

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