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Mundo Cristão

Missionário pode responder por “crime de genocídio” após contatar tribo isolada no Brasil

Steve Campbell e sua esposa, Robin, traduzem a Bíblia para a etnia jamamadi desde 1963

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No Brasil desde 1963, o norte-americano Steve Campbell, que trabalha na tradução da Bíblia para a etnia jamamadis, foi detido pela Funai após ter entrado no território dos hi-merimãs. O missionário batista não tinha permissão para contatar o único povo isolado da região de Lábrea, no Amazonas.

Sua família tem uma casa na aldeia São Francisco, a mais populosa da região onde vivem cerca de 9.000 indígenas de oito etnias, entre os quais os hi-merimãs, que são cerca de 400. A Funai deteve e interrogou Steve nesta segunda-feira (31). O órgão indigenista deverá acionar o Ministério Público Federal e a Polícia Federal para investigar o caso.

Há cerca de 30 anos, a Funai mantém uma diretriz de não contato com os povos isolados, que segundo Bruno Pereira – coordenador geral de índios isolados e de recente contato da Funai – “não tem memória imunológica para lidar com uma simples gripe ou conjuntivite”.

Pereira também reclama que o missionário não estaria respeitando “a autodeterminação desses povos e suas formas de vida” o que conflitaria “com aquilo que acreditam”. O funcionário da Funai diz que, mesmo que ninguém tenha sido ferio, “caso se configure, na investigação, que existiu interesse de fazer contato, de se utilizar da relação dele com outros índios para se aproximar dos isolados, ele pode ser imputado por crime de genocídio ao expor deliberadamente a segurança e a vida dos hi-merimãs”.

Segundo a Folha de São Paulo, o americano chegou a solicitar à Funai um Registro Administrativo de Nascimento de Indígena (Rani), passando ser considerado jamamadi, mas o pedido foi negado. A Funai diz ainda que os missionários não tem autorização oficial para morar na terra indígena.

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