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Sociedade

Ministério Público pede prisão preventiva de João de Deus

Mais de 200 mulheres denunciaram o médium de abuso sexual

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João de Deus
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O Ministério Público Estadual de Goiás (MP-GO) pediu a prisão preventiva de João Teixeira de Faria, mais conhecido como João de Deus. O médium que atende em Abadiânia, na região central de Goiás, é suspeito de praticar abusos sexuais em mulheres durante tratamentos espirituais.

A medida foi tomada cinco dias após as denúncias. O pedido de prisão ainda precisa ser aceito pela Justiça. As mais de 200 mulheres que o denunciaram são de diferentes estados brasileiros e algumas de fora do país.

De acordo com informações do Uol, até mesmo uma das filhas do médium afirmou em entrevista gravada em 2016, por uma rádio de Goiânia, que sofreu abusos do pai dos 10 aos 14 anos. A entrevista só foi exibida pelo Jornal da Record na última terça-feira (11).

“Ele é manipulador. Ele é mau. Ele é estranho, é diferente. Eu já pedi muito a Deus que ele se arrependesse do que fez e faz”, disse Dalva Teixeira que é fruto de um relacionamento breve entre a mãe e o médium.

Ela afirma ter conhecido o pai somente aos 10 anos de idade. Dalva também processou João de Deus e o processo corre em segredo. A entrevista não foi publicada na época porque o jornalista responsável, Thiago Mendes, foi aconselhado por familiares a não fazê-lo, já que o médium é conhecido também por ser violento e vingativo.

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João de Deus fez sua primeira aparição pública, após as denúncias, no Centro Dom Inácio de Loyola, onde realiza as “cirurgias espirituais” na quarta-feira (12). Em breve pronunciamento afirmou ser inocente e disse que está à disposição da Justiça.

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