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Estudos Bíblicos

Milagres do Paraíso: você está pronto para receber o seu?

Mais real do que o próprio milagre em si é estarmos seguros com o “dono do milagre”.

Leandro Bueno

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Esta semana, assisti no cinema, o filme MILAGRES DO PARAÍSO (Miracles from Heaven), baseado no livro homônimo de Christy Beam, onde ela contou a história verídica de sua filha pequena que teve uma EQM (experiência de quase-morte) e, posteriormente, foi curada de uma doença incurável. E esse filme que é forte e inspirador, me fez refletir acerca de alguns pontos sobre esse tema dos milagres.

Nós vivemos em um mundo que os céticos veem como governado apenas por leis mecanicistas e naturalistas, como se tudo que nos rodeia pudesse ser explicado por meras regras físicas e químicas eternas, a maioria delas verificáveis dentro de um laboratório.

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Por outro lado, a pessoa que tem fé, sabe que a esta realidade material, existe uma outra, que é espiritual, quando ocorrem fenômenos inexplicáveis por uma intervenção de Deus e que fogem daquilo que é aferível pelo método científico.

Após tecer estas considerações breves, busco pensar com vocês algumas atitudes que os religiosos deveriam refletir no tocante a esse assunto.

A fixação no milagre

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Um primeiro ponto que queria citar é a perplexidade que nós ficamos quando nos deparamos com um mal, às vezes sem cura ou reparo, e ficamos nos perguntando: Por que isso aconteceu conosco? Como pode um Deus de amor ter permitido isso nas nossas vidas? E se não encontramos respostas que acalmem nossas inquietações interiores, podemos entrar em uma crise de fé ou ficar revoltados com Deus.

Isso não é algo novo. Basta que leiamos João 9, que nos fala da cura de um cego de nascença por Jesus e que os discípulos queriam sabem porque aquela pessoa tinha nascido assim, se tinha sido o indivíduo que pecara ou seus pais.

Isto porque, muitos judeus naqueles tempos, como já ocorrera com os amigos de Jó, acreditavam que cada má sorte temporal era punição de Deus por algum pecado específico. Com uma doença congênita, a explicação poderia ser que o pecado tivesse sido cometido no útero, ou pelos pais, cujo ato pecaminoso vitimasse seu filho. Jesus descarta estas ideias como explicações impróprias, ao lermos o trecho de João 9.

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Interessante o filme mostra que a mãe da menina doente resolve não mais ir à igreja, quando uma irmã, usando de uma total falta sabedoria, atribui a doença à existência de pecados praticados.

Ou seja, as palavras sem sabedoria ali proferidas foram o estopim do abandono da igreja por parte da genitora da menor enferma. Quem nunca viu no nosso meio pessoas querendo aparentemente “ser Deus”, dando explicações para todos os males que acometem os outros irmãos da igreja? Eu já vi muitos e, em alguns casos, a coisa foi nefasta.

Por outro lado, muitas vezes estamos tão focados apenas na solução do problema, na cura, que deixamos de reconhecer tantos outros “pequenos milagres” que vão ocorrendo dia após dia nas nossas vidas e que, em nosso estado embrutecido, nem nos damos conta.

No filme, por exemplo, mostra, ao final, como ao longo do tratamento de sua filha, Deus foi operando sobremaneira na vida da mãe e da filha e de outras pessoas, colocando “verdadeiros anjos” no caminho, trazendo amizades, amadurecimento, trabalhando no caráter e resiliência, mas nada disso tinha caído a ficha para a mãe, até o momento da cura da filha, que não se deu de imediato quando deixou o hospital em Boston/Massachusetts, onde o médico, super-gabaritado, já tinha jogado as toalhas depois de tentar tudo.

É como ocorre em nossas vidas, muitas vezes: só entenderemos (ou não) o propósito de muitas das coisas que estamos passando, com o tempo, ou vendo sobre uma outra perspectiva. E não necessariamente a perspectiva de Deus é a nossa perspectiva.

Ou seja, para muitos, e eu já me vi e me vejo em situações assim recorrentemente, parece que milagres seriam apenas aquelas coisas espetaculares, do tipo hollywoodianas, totalmente fora do mundo dito “normal”, como se Deus não pudesse usar as próprias coisas que vemos todos os dias, para fazer a sua obra e manifestar sua glória.

Ontem, mesmo eu li em um jornal sobre a descoberta feita essa semana que apenas para pronunciarmos uma palavra, ativamos mais de 100 áreas diferentes no nosso cérebro. Mas, para o conceito de muitos religiosos do que é milagre, algo fantástico como isso, passaria despercebido por completo.

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Basta pensar também na própria consciência que temos e que nos diferencia dos outros animais. Como não ver um milagre de Deus e acreditar que hoje pensamos, sentimos e podemos mudar o mundo a partir de algo que os céticos dizem ser produto de um mero acaso, do encontro fortuito de moléculas ao longo do tempo?

O milagre e a resposta de Deus

Por fim, é importante que tenhamos a consciência de que mesmo se andarmos com Deus, isso não significa que o milagre será atendido da forma como queremos, até porque a resposta de Deus poderá ser o silêncio ou o seu agir totalmente diferente daquilo que queríamos.

Na realidade, o milagre será a vontade de Deus manifestada em nossas vidas e das que nos cercam.

No filme, aparece uma menina no hospital que era de uma família sem tradições religiosas. E a filha da personagem principal, que está no mesmo quarto internada, fala para ela de Jesus e lhe dá de presente um pequeno crucifixo.

Ao final do filme, o pai, desta menina, que, em um primeiro momento se mostrou revoltado da filha ter recebido o crucifixo, apareceu na igreja da mãe da menina curada localizada em outro estado americano (Texas).

Ali, este pai deu um testemunho de que sua filha morrera de câncer poucas semanas antes, mas o que lhe deixara tocado sobremaneira é que, mesmo diante de tanto sofrimento da filha, que estava em estado terminal, suas últimas semanas estranhamente tinham sido de paz e segurança, depois de ter ouvido falar de Jesus, algo que ele nunca houvera feito com a filha.

Ou seja, o que temos que ter em mente é que muito mais real do que o próprio milagre em si é estarmos seguros com o “dono do milagre”, sabendo que independentemente do que venha ou não a ocorrer em nossas vidas, Ele estará conosco todos os nossos dias até a consumação dos séculos (Mateus 28:20), eis que Ele é a nossa segurança e não as circunstâncias desta vida. Amém.




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