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Metade dos cristãos chama seu pastor de “amigo”

“Mentor”, “conselheiro” e “professor” também são citados em pesquisa que analisa o papel dos líderes de igrejas.

Filipe Samuel Nunes

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Pastor sentado no púlpito da igreja. (Ben White / Unsplash)

Dois em cada três adultos norte-americanos (66%) e nove em cada dez cristãos praticantes (91%) consideram a presença de pastores como um beneficio em sua comunidade.

Enquanto isso, quase o mesmo percentual (64% dos adultos e 87% dos cristãos) tem uma opinião positiva sobre um pastor que conhecem pessoalmente.

É isso que revela uma pesquisa do Instituto Barna de 2017 que foi contraposta com novas informações sobre a visão que as pessoas tem das lideranças eclesiásticas e qual papel elas exercem na igreja e na comunidade.

Interação fora dos cultos

Quando perguntados se eles se reuniam regularmente ou falavam com o pastor líder de sua igreja fora do serviço religioso e eventos da igreja semanal, um em cada cinco adultos cristãos (20%) responde que sim.

E quanto aos respondentes que não só se identificam como cristãos, mas também demonstram algum nível de comprometimento com sua igreja local?

Um terço dos cristãos (32%) – aqueles que foram à igreja pelo menos uma vez nos últimos seis meses – dizem interagir regularmente com seu pastor líder fora dos ambientes formais da igreja. Quarenta e três por cento dos cristãos praticantes – auto-identificados, que dizem que sua é muito importante em suas vidas e que participaram de um culto de adoração no último mês – respondem de forma semelhante.

É possível que estes números sejam simplesmente influenciados pela frequência com que os respondentes vão à igreja, aumentando a probabilidade deles terem um relacionamento direto com seu pastor. Outro cenário a considerar é que alguns pastores se posicionam mais frequentemente dentro da comunidade, participando de eventos fora da igreja, nos quais os congregados também estão presentes.

Mais de um em cada quatro cristãos (28%) diz que o pastor líder de sua igreja frequentemente assiste a eventos comunitários ou sociais, enquanto mais de um em cada quatro cristãos praticantes (44%) e 38% dos cristãos respondem o mesmo.

Quarenta e três por cento de todos os cristãos relatam a presença “ocasional” de seu pastor em um evento comunitário ou social, com porcentagens quase idênticas mostradas tanto para cristãos quanto para cristãos praticantes (47% vs. 45%).

Apenas uma minoria de todos esses grupos diz que seu pastor “raramente” (15% de todos os cristãos, 11% cristãos, 8% cristãos praticantes) ou “nunca” (14%, 4% e 3%) socializa-se dessa forma.

Entre os cristãos praticantes, os congregantes protestantes (48%) são mais propensos do que os congregantes católicos (27%) a interagir com seu pastor fora da igreja. Esta notável lacuna pode, em parte, ser devida às formas pelas quais as igrejas católicas historicamente têm adotado uma abordagem mais formal da interação clero-comunidade.

Enquanto diferentes denominações podem ser mais ou menos prováveis de passar tempo com seu pastor ou padre fora da comunidade da igreja, outros fatores como idade e gênero não desempenham um papel significativo ao ditar a probabilidade de interações fora da igreja.

Interação e amizade

O nível de interação congregacional com qualquer outro pastor ou líder da igreja, além do seu pastor líder, parece similar. Cerca de 18 por cento do total de cristãos entrevistados dizem que sim, eles vêem esses indivíduos fora dos cultos regulares, com 28 por cento dos cristãos e 35 por cento dos cristãos praticantes respondendo afirmativamente.

A metade dos cristãos que socializam com seu pastor os chama de amigo. Embora a maioria dos congregados pesquisados admitiu não interagir com o pastor líder ou outros membros da igreja fora da igreja, há um pequeno, mas significativo número que fazem – e até mesmo consideram seu pastor como um amigo.

Exatamente metade dos cristãos e membros de igreja (50% cada um) chamam seu pastor de “amigo”, assim como 46% dos cristãos praticantes. A falta de diferença de porcentagem entre esses grupos sugere que, enquanto a frequência à igreja ou a prática da fé aumenta a probabilidade de se encontrar e conhecer o pastor em primeiro lugar, a amizade pode naturalmente ocorrer uma vez que essas interações aconteçam.

Outros papéis pastorais selecionados por todos os cristãos entrevistados incluem “mentor” (19%), “conselheiro” (13%) e “professor” (11%).

Aliviando o fardo do seu pastor

“Seu pastor é mais do que o líder de sua igreja”, diz Joe Jensen, um ex-pastor que agora trabalha no Grupo Barna. “Ele ou ela também é seu irmão ou irmã, um ser humano falível que precisa da mesma misericórdia, compaixão, companheirismo e encorajamento que você”, explica.

“Como um pastor carrega os fardos emocionais, relacionais e espirituais de sua congregação, ele também precisa de amigos espirituais para carregar seus fardos”, afirma.

“Uma das melhores maneiras que você pode mostrar seu apreço ao seu pastor é se comprometer a caminhar ao lado dele enquanto ele caminha ao seu lado. Esteja disposto a passar tempo com ele sem a expectativa de que ele fará qualquer coisa por você. Ofereça-se para orar por ele e com ele sem o pedido de que ele ore por você”, aconselha.

“Aliviar a necessidade constante de dar sem receber será dar vida ao seu pastor”, conclui Jensen. “Como resultado, ele terá mais força e coragem para atender suas necessidades e as do resto da congregação”.

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Formou-se em Teologia na Inglaterra, exerceu trabalho pastoral durante 25 anos em Portugal e vive há 12 anos no Brasil onde ensina Inglês como segunda língua.

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