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Internacional

“Temos medo de sermos exterminados”, diz cristão nigeriano sobre terrorismo islâmico

Arcebispo anglicano pede atenção mundial à perseguição religiosa

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Cristãos nigerianos


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Um arcebispo anglicano está denunciando que os cristãos da Nigéria estão sob risco diante do avanço dos jihadistas islâmicos no país. Ben Kwashi está pedindo a atenção mundial à perseguição religiosa em seu país.

Especialmente porque o governo não consegue garantir a segurança à população, especialmente do norte do país, que estão sendo mortos e expulsos de suas casas por membros da etnia fulani fortemente armados.

O arcebispo também criticou reportagens imprecisas da mídia, que ignoram a situação calamitosa no país. Kwashi trabalha com a Release International, ONG do Reino Unido, que apoia cristãos perseguidos em todo o mundo. Ele está na Europa dando palestras com o Release, pedindo mais atenção à situação dos cristãos.

Kwashi conta que sobreviveu a três tentativas de assassinato, mas preferiu continuar no país.

A ONU trata a crise humanitária no nordeste da Nigéria como “uma das mais severas do mundo”. Contudo, evita abordar que a motivação é religiosa. Mais de 7 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária nos estados mais afetados de Borno, Adamawa e Yobe.

A maioria dos refugiados são cristãos que fugiram para salvar suas vidas. A Release estima que os militantes islâmicos mataram 6.000 pessoas nos primeiros seis meses de 2018 e expulsaram quase 50 mil de suas casas.

“É uma situação de medo”, disse Kwashi. A maioria dos cristãos teme que os ataques piorem nos próximos meses. “Nós, especialmente os que vivem no norte, temos medo de sermos exterminados”.

Ele destaca que os assassinos surgem nas aldeias fortemente armados, matando os agricultores, literalmente os mais pobres dos pobres. O arcebispo acredita que a perseguição religiosa no país continua por tanto tempo por que os governos ocidentais não fazem nada.

O líder anglicano também pede oração pelos cristãos de seu país: “É somente através da oração que essas pessoas podem continuar vivas”.

Para o presidente-executivo da Release, Paul Robinson, há perguntas cruciais que precisam de respostas, em especial. “Quem está armando e treinando esses militantes Fulani?”, questiona.



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