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Sociedade

Médico socialista fornece atestado falso e diz que “trabalhador é vítima”

Empresa desconfiou de funcionários que apresentaram atestados frequentes.

Michael Caceres

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Ildemar Cavalcante Guedes. (Foto: Reprodução / TV Vanguarda)
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Flagrado emitindo um atestado falso depois de combinar o diagnóstico com o paciente, o médico Ildemar Cavalcante Guedes usou sua ideologia, de índole socialista, para tentar justificar o erro. Ele ainda afirmou que fornece os atestados para ajudar quem precisa e que “trabalhador é uma vítima”.

“O trabalhador brasileiro é uma vítima e, as pessoas que exploram os trabalhadores brasileiros não querem ver ninguém se posicionando a favor do trabalhador”, disse o médico Ildemar.

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O flagrante do falso atestado foi feito por uma empreiteira de São José dos Campos (SP), que suspeitou do médico após quatro funcionários apresentaram atestados do mesmo médico, sendo que um dos empregados chegou a entregar três atestados no mesmo mês.

Para comprovar a suspeita, a diretora da empreiteira pediu a um funcionário de sua confiança para ir ao médico, com a intenção de conseguir um atestado.

“A gente mandou então um funcionário de nossa confiança e ele conseguiu comprar com a maior facilidade”, afirmou a mulher que não quis se identificar.

O funcionário fez uma gravação do momento da consulta, que foi exibida pela TV Vanguarda na última sexta-feira (22). Nas imagens, o homem entra para o atendimento que dura sete minutos, pede um atestado e diz que quer faltar a semana toda, sem relatar qualquer sintoma da doença, nem chega a ser examinado.

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Quando questionado pelo paciente sobre o valor do atestado, o médico afirma que o preço já está incluso no valor da consulta, que é de R$ 100. Então ele inventa uma doença para o paciente, preenchendo no atestado, juntamente com uma receita para o paciente comprar antibióticos.

Ao ser confrontado pelo vídeo, o médico afirmou que foi vítima de uma “armadilha” de alguém que quer desmoralizá-lo com o objetivo de que ele venha a interromper suas ações solidárias aos “pobres e oprimidos”.

“Os trabalhadores sempre aparecem com uma história de sofrimento e necessidade para conseguir o atestado. Fico sensibilizado e forneço”, explicou em uma postagem no Facebook.

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O médico foi secretário de Saúde em São José dos Campos, no governo da prefeita Ângela Guadagnin (PT), em 1993. Além de ter sido filiado ao Partidos dos Trabalhadores até 2004.

“Ás vezes sou procurado por pessoas pobres que estão aflitas para encontrarem um parente doente em outra cidade, ou então conseguir um atestado médico para não sofrer um desconto injusto no salário que pode agravar a situação de penúria em que vivem. Sempre que posso, ajudo”, disse em outro trecho da postagem.

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