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Sociedade

Médico é condenado por se recursar a realizar aborto na Argentina

Jovem de 19 anos chegou no hospital passando mal por ter ingerido um remédio abortivo; o médico salvou as duas vidas

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Leandro Rodríguez Lastra
Leandro Rodríguez Lastra. (Foto: Rio Negro)

O médico ginecologista Leandro Rodríguez Lastra foi condenado pela Justiça argentina por ter se recusado a realizar um aborto em 2017. Ele pode ser suspenso ou considerado desqualificado para exercer a profissão e ainda pegar dois anos de prisão. A sentença será publicada nos próximos dias.

Segundo a ACI Digital, uma mulher de 19 anos grávida de 23 semanas chegou ao Hospital Pedro Moguillansky, em Cipolleti, reclamando de fortes dores por ter ingerido misoprostol, administrado pela organização La Revuelta para provocar o aborto.

O médico Lastra e uma segunda médica, Yamila Custillo, não quiseram terminar o procedimento abortivo e foram denunciados pela deputada de Río Negro, Marta Milesi, uma das maiores defensoras do aborto na Argentina.

A médica Yamilla acabou não sendo apresentada em uma denúncia feita em 2018, apenas o médico homem foi apresentado como culpado pelo não aborto. A mãe e o bebê foram salvos pelo profissional.

Na denúncia, o médico é acusado de impedir que uma jovem estuprada pudesse interromper a gravidez. O juiz entendeu que ele, enquanto chefe da Unidade de Ginecologia do Hospital Moguillansky, se valeu de sua posição “frente a uma mulher jovem, com escassos recurso de comunicação” e que estava acompanhada apenas de sua irmã.

No final do veredito, o médico afirmou que continuará lutado para fazer justiça e ele recebeu apoio de milhares de pessoas e instituições pró-vida que apoiaram o médico nas redes sociais e também na frente do tribunal.

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