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Opinião

Masculinidade tóxica: uma das maiores falácias desta sociedade pós-moderna

Filosoficamente, o homem é o veneno social, mas também é o antídoto.

Maycson Rodrigues

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Homem. (Foto: Jakob Owens / Unsplash)

Pense comigo. Se você enxerga um legume estragado na feira, deixa de considerar os outros que estão bons por causa disso? Ou se você percebe que um funcionário de sua empresa é mau caráter, demite todos os funcionários a partir desta percepção? Assim é a mente dos que propagam a falsa verdade oriunda da pós-verdade chamada “masculinidade tóxica”.

O número de mães que criam sozinhas os seus filhos aumenta sim no Brasil. Não são poucos os homens brasileiros que abandonam suas famílias por uma aventura sexual.

Assim como a maioria dos crimes de trânsito e violentos são cometidos por homens e a maior população carcerária é composta de homens. Tais fatos, portanto, anulam a realidade de que o homem natural é vital para a formação de uma cultura ou de uma sociedade?

Alguns chegam a propor um mundo sem a proeminência masculina. Estabelecem a feminilização do homem e reclamam de sua falta de caráter. Contudo, como formar o caráter do homem em casa se ele não é mais criado por um que se torna numa verdadeira referência para sua vida?

Se a gente simplesmente se acomoda no fato de que existem homens maus e tenta “revidar”, estabelecendo uma nova cultura familiar que simplesmente abole a presença masculina, não estaremos fazendo outra coisa que não comprometer o futuro das próximas gerações, pois simplesmente existem questões filosóficas, psicológicas e biológicas (fora as teológicas) a considerar.

Filosoficamente, o homem é o veneno social, mas também é o antídoto. Se ele mata, ele pode salvar. Se ele fere, ele pode curar. Se há homem que abandone a família, nenhum ativista ignorante terá a moral de negar que há homens que morrem por suas famílias. Se a bacia está suja, joga-se fora a água, não o bebê.

Psicologicamente, os proponentes do conceito de masculinidade tóxica geralmente tiveram suas formações emocionais comprometidas por uma ausência masculina na família. Há muito ressentimento e ódio ao homem em si, e geralmente isto se dá porque o homem da casa desta pessoa que vocifera a ideia de que “homem algum precisa prover e proteger ninguém” falhou grandemente, adoecendo sua afetividade – e isso reverbera em sua maneira de ver o mundo e as coisas.

Biologicamente, o homem é vital para a manutenção da vida e não precisamos argumentar tanto em favor disso. Dados objetivos da realidade não se discutem, se aceitam. Alguns querem sempre recalcitrar contra os aguilhões.

Eu ainda poderia argumentar teologicamente, afirmando que Deus não errou em criar macho e fêmea, porém há muitos leitores dos meus artigos que pertencem a grupos progressistas que se organizam para difamar ou ofender quem pensa diferente – e eu tenho provas de como se articulam para tentar te atingir com comentários (esses sim) tóxicos; logo, não me aprofundarei nos argumentos considerando que o aspecto teológico faz sentido somente no que crê na Bíblia.

Caro leitor, o que precisamos depreender disso tudo é que os cristãos precisam de duas coisas nos dias atuais: 1) viver a masculinidade bíblica, aquela que anula cada falácia da dita masculinidade tóxica e 2) ensinar na igreja o evangelho de forma que eles saiam do templo para viver na sociedade a perspectiva familiar e sociológica do evangelho. Só assim que veremos mudanças, em especial nos ambientes de formacão cultural mais aparelhados pelos progressistas desonestos intelectuais – nas universidades, na mídia e na internet.

Casado com Ana Talita, seminarista e colunista no site Gospel Prime. É pregador do evangelho, palestrante para família e casais, compositor, escritor, músico, serve no ministério dos adolescentes e dos homens da Betânia Igreja Batista (Sulacap - RJ) e no ministério paraeclesiástico chamado Entre Jovens. Em 2016, publicou um livro intitulado “Aos maridos: princípios do casamento para quem deseja ouvir”.

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