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Política

Marcelo Bretas pode ser o “ministro evangélico” no STF

Juiz do Rio de Janeiro foi o responsável por mandar prender o ex-presidente Michel Temer.

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Marcelo Bretas. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Após a declaração do presidente Jair Bolsonaro, sobre a necessidade de que um evangélico seja indicado para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (SFT), o nome do juiz Marcelo Bretas passou a ser cotado para a voga. Bretas é juiz titular da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro e responsável pelos julgamentos da Lava Jato no Estado.

O juiz é evangélico, e foi o responsável por decretar a prisão do ex-presidente da República, Michel Temer. Bretas também ganhou destaque por travar um embate jurídico com o ministro Gilmar Mendes, do STF. Na ocasião, o juiz de primeira instancia recebeu uma indireta do ministro após mandar prender um réu.

A declaração do presidente sobre a possibilidade de ter um juiz evangélico no STF se deu em um culto da Assembleia de Deus Ministério Madureira, em Goiânia.

Bolsonaro chegou a criticar os ministros do Supremo pela decisão de equiparar a homofobia ao crime de racismo, e questionou se não estaria na hora de a Corte ter um magistrado evangélico.

“Com todo respeito ao Supremo Tribunal Federal, eu pergunto: existe algum, entre os 11 ministros do Supremo, evangélico? Cristão assumido? Não me venha a imprensa dizer que eu quero misturar a Justiça com religião. Todos nós temos uma religião ou não temos. E respeitamos, um tem que respeitar o outro. Será que não está na hora de termos um ministro no Supremo Tribunal Federal evangélico?”, disse.

Bretas já teve contato com o presidente, ao ser convidado para um coquetel. Além disso, ele já se manifestou diversas vezes nas redes em apoio a Bolsonaro. Esse perfil conservador atende ao tipo de ministro que os evangélicos gostariam de ter na Corte, garantindo a representação de cristãos em embates jurídicos.

STF

O desejo dos evangélicos de ter um ministro no Supremo ganhou força nos últimos anos, com decisões que foram tomadas contrariando o desejo da maioria conservadora do país, como no caso do aborto e no casamento entre pessoas do mesmo sexo. Nestas duas ocasiões a Corte extrapolou sua competência, atropelando o Poder Legislativo.

Com o julgamento do tema “homofobia” pelos ministros, a carência de uma representação cristã ganhou mais força, já que com a maioria formada em favor da criminalização da homofobia, o STF coloca em risco a liberdade de expressão e a crença. O Supremo também poderá julgar a descriminalização da maconha no país.

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