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Sociedade

Mangueira prepara enredo sobre o retorno de Cristo num “mundo intolerante”

“Olha o vilipêndio aí, gente!”

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Jesus Cristo da Mangueira em 2017. (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)

Para o Carnaval de 2020 a escola de samba Mangueira prepara um enredo que falará sobre a volta de Cristo em um mundo marcado pela intolerância.

O carnavalesco Leandro Vieira declarou ao jornal O Globo que a ideia “lançar um questionamento sobre o que aconteceria se Cristo voltasse à Terra em um ambiente de intolerância generalizada”.

Ainda segundo ele, a “ideia não é representar Jesus bíblico”. A escola, porém, fará críticas aos religiosos acusando-os de intolerância.

“[Se Jesus voltasse à Terra] Ele condenaria a hipocrisia dos líderes religiosos e combateria o discurso de ódio”, declarou Leandro. “Vamos falar sobre a figura política de Cristo e o que ela pregava: o amor irrestrito, que nos torna livres da intolerância e do preconceito. Essa é a verdade que liberta. Porque não é amor o que faz alguém quebrar um terreiro de candomblé, como fizeram na semana passada ( em Duque de Caxias ), né?”, completou.

Trecho da música já foi adiantado ao jornal diz: “Quando Cristo esteve aqui, ficou do lado dos oprimidos e não fez distinção de pessoas. Será que Jesus não está no morador da favela? No menor abandonado? No gay? Na mãe de santo?”.

Polêmica na certa

As escolas de samba estão ousando em incluir a religião em seus enredos. A Gaviões da Fiel, por exemplo, no Carnaval deste ano, gerou polêmica ao colocar Jesus apanhando do diabo. Além da repercussão nas redes sociais, o grupo foi processado.

Mas essa retaliação de cristãos ao vilipêndio do Carnaval não é algo recente, em 1989 a escola Beija Flor foi proibida pela Justiça de apresentar um Jesus caracterizado de mendigo. A decisão obedeceu um pedido de liminar apresentado pela Arquidiocese do Rio de Janeiro.

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