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Sociedade

“Maior preconceito comigo é por causa da religião”, diz Damares Alves

Ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos foi entrevistada por Antônia Fontenelle

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Damares Alves. (Foto: Reprodução / Youtube - Na Lata)

Em entrevista concedida nesta segunda-feira (3) à apresentadora Antônia Fontenelle, do programa “Na Lata”, a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, falou sobre sua atuação no governo, polêmicas envolvendo seu nome e sobre sua vida pessoal. A ministra também fez questão de expor seu compromisso com sua fé.

Ao falar sobre a diferença entre a ministra de Estado e a pastora, Damares esclareceu que é a mesma pessoa, que não nega a fé e que como pastora aprendeu muitas coisas que hoje pode aplicar no ministério. “É a mesma pessoa. Como ministra, não nego minha fé nunca. Nunca neguei. Como pastora eu aprendi a cuidar de gente.”

Damares Alves também afirmou que sua militância na área de direitos humanos tem forte relação com o trabalho que desenvolve como pastora. Ela deixou muito claro que apesar de não descartar sua experiência pastoral no ministério, respeita o protocolo do cargo, principalmente em relação à laicidade do Estado.

“Então a minha militância na área de direitos humanos está muito envolvida com o meu trabalho como pastora, que é cuidar de gente sem excluir (…) Eu trago minha experiência para o ministério, mas respeitando o protocolo do cargo. Esse cargo requer responsabilidade, protocolo e o respeito à laicidade do Estado. A ministra está aqui”, ressaltou.

A ministra também falou sobre o avanço da Ideologia de Gênero, afirmando que existe uma diferença entre ideólogos e movimentos LGBTs. Ela afirma que os ideólogos tem o objetivo de usar os movimentos para implantar seus ideias, eles se aproveitam destas questões para impor padrões.

“Há uma diferença entre ideólogos de gênero e os movimentos LGBT. Os ideólogos usaram esses movimentos para implantar sua própria ideologia. Ela vem com a premissa de que ninguém nasce homem e ninguém nasce mulher, mas sim que isso é uma construção social (…) Essa ideologia que questiono porque ela ainda não está firmada, não tem nenhum respaldo científico”, explicou.

Alvo de críticas e ataques da grande mídia, Damares Alves avaliou a situação como de preconceito religioso. Ela disse que quando o seu testemunho foi ridicularizado, isso aconteceu porque ela falou de Jesus, pois se fosse qualquer outra coisa ela não seria alvo de críticas.  “Será que se eu tivesse dito que vi o saci ou uma fada [eu seria criticada]?”, questionou.

“Será que se a ministra tivesse visto um duende, e nós temos uma grande apresentadora de televisão que fala isso. Será que se eu tivesse dito que vi o saci ou uma fada [eu seria criticada]? Os escritores que me criticaram porque eu disse que vi Jesus em um pé de goiaba levam seus filhos para ver coisas que não existem. O filho deles pode falar com papai noel e com fadas, mas eu não posso falar que vi Jesus? O que tem aí é uma grande pitada de uma intolerância religiosa no Brasil. O maior preconceito comigo é pela questão religiosa”, disse.

Assista:

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