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Política

Maia não vê exagero em dobrar fundo eleitoral para até R$ 3,7 bilhões

Presidente da Câmara avalia que campanhas municipais vão requerer mais recursos.

Michael Caceres

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Rodrigo Maia
Rodrigo Maia. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, disse que “não é exagero” o fato de o valor do fundo eleitoral para as eleições municipais de 2020 mais que dobrar em relação a 2018, chegando a 3,7 bilhões de reais.

O relatório foi apresentado pelo deputado Cacá Leão (PP-BA).

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Em 2018 o montante foi de R$ 1,7 bilhão, a previsão é de um acréscimo de R$ 2 bilhões ao fundo pagos com recursos públicos originários do Orçamento da União. O presidente da Câmara diz que tratando-se de uma eleição municipal, com 5 mil municípios, isso vai requerer mais recursos.

“Não acho que é exagero. Acho que uma eleição municipal, com 5 mil municípios com milhares de candidatos a vereador, é uma campanha que vai requerer um custo um pouco maior que a eleição do regime geral”, disse Maia a jornalistas.

O político ainda vê os gastos exacerbados como “o mínimo possível” em relação a outras campanhas, quando era permitido uso de recursos doados por empresas. Ele afirma ainda que os partidos precisam ter condições de levar seus candidatos aos eleitores.

“Olha, está se gastando o mínimo possível em relação ao que se gastava. O pior é a gente não ter uma eleição que seja transparente e dê condições para que os partidos possam levar os seus candidatos aos eleitores. A democracia não pode tratar de uma forma menor a importância da campanha”, completou Maia.

Maia ainda aproveitou para defender a volta do financiamento privado, que é uma opção que gera abuso de poder econômico e corrupção. Para ele isso deveria ser permitido de maneira limitada, sem poder concentrar uma empresa num candidato apenas.

“O ideal é o financiamento privado, limitado, sem poder concentrar uma empresa num candidato apenas, com algumas limitações para que a relação entre o deputado e o financiador não seja de dependência. Não há uma decisão ainda (sobre uma possível volta do financiamento privado), e o que sobra é o financiamento público”, avaliou Maia.

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