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Sociedade

Loja nega que Damares tenha agredido vendedor e pede desculpas

Thiego Amorim declarou à imprensa que pedirá demissão, pois conseguiu outras oportunidades após a repercussão do caso

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Damares Alves. (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)
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O vendedor Thiego Amorim, que constrangeu a ministra Damares Alves em uma loja em Brasília, entrou com uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) declarando que a ministra o havia agredido.

Nesta quinta-feira (10), porém, a loja Cantão do Brasília Shopping enviou uma nota de desculpas à ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos declarando que o vídeo interno da loja foi analisado e constataram que não houve agressão por parte da ministra.

“Gostaríamos de pedir desculpas pelo atendimento inadequado de um de nossos funcionários da loja localizada no Brasília Shopping no último dia 02.01.2019, reconhecemos que não houve por parte de V.Sa. qualquer tipo de agressão no interior da loja”, diz a nota.

Na semana passada, Damares passeava pelo shopping vestindo uma camisa azul e o vendedor então a questionou se meninas usavam rosa, por que ela estava com aquela cor. Ele filmou a ministra saindo da loja dizendo que estava sendo constrangida e, dias depois, apareceu nas redes sociais com seu advogado declarando que fora agredido pela ministra.

“Eu falei ‘vem cá, que história é essa de menino ter que usar azul e menina ter que usar rosa?’. Aí ela se aproxima de mim, põe a mão em cima do meu pescoço, sabe? Como se fosse um ato de ‘escuta aqui’. E disse ‘eu vou acabar com a ideologia de gênero nas escolas brasileiras'”, relatou Thiego.

A dona da franquia em Brasília, Carolina Puga, disse que analisou as câmeras de segurança juntamente com o departamento jurídico da loja e não constatou nenhuma agressão.

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“Apurei e procurei ouvir todas as versões. No vídeo, não teve tapa nenhum, não teve pegar no pescoço. Ela pegou no ombro dele, e depois até desceu a mão pelas costas dele e saiu”, disse Carolina Puga.

Thiego não foi demitido da loja, mas declarou que irá se desligar da empresa, pois com o caso, ele conseguiu outras ofertas de trabalho. “Desde que tudo isso aconteceu, outras portas se abriram para mim, e não preciso mais ficar ali”, disse ele ao jornal O Globo.

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