Siga-nos!

Internacional

Líderes cristãos estão apreensivos quanto ao futuro do cristianismo no Iraque

“Ainda haverá uma comunidade cristã aqui em Bagdá em 2050?”, questiona um padre da capital iraquiana.

em

Igreja Católica no Iraque. (Foto: Carl Court / Getty Images)

Apesar do Estado Islâmico não atacar mais o Iraque com atentados e sequestros, os cristãos ainda temem por suas vidas e não consideram o país seguro, causando grande preocupação aos líderes cristãos.

Para se ter uma ideia, a paróquia de São José em Bagdá tinha 5.000 famílias no rol de membros, hoje esse número foi reduzido a 150.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“Eles sentem que não há paz, lei ou justiça aqui em Bagdá, e que nosso país se tornou uma terra de milícias”, disse o pároco, padre Nadheer Dako, ao The Telegraph.

O padre Nasib Hana Jabril, explicou que mesmo com menos atentados contra cristãos, ainda não é seguro para as minorias religiosas.

“É verdade que as pessoas não estão mais sendo sequestradas tanto, e o Estado Islâmico se foi. Mas a infraestrutura do país foi arruinada e as pessoas querem um futuro melhor, não tanto para si, mas para seus filhos”.

Os cristãos também estão preocupados com sua segurança, pois não têm redes tribais tradicionais de autodefesa. “Não temos tribo aqui, então, se as coisas derem errado, não há ninguém aqui para nos ajudar”, revelou o paroquiano.

O padre Dako, que anteriormente serviu como padre em Londres, questionou: “Ainda haverá uma comunidade cristã aqui em Bagdá em 2050?”

A situação do Iraque foi tratada pelo chefe de relações exteriores do Conselho Popular da Síria, Loay Mikhael, durante o tradicional Café da Manhã de Oração em Washington DC (EUA), sendo citado como “algo sem precedentes”.

Ele explicou que, devido à perseguição nas mãos do Estado Islâmico, a população cristã no Iraque diminuiu de 1,5 milhão para apenas 250.000. Segundo o The Christian Post, o padre disse que sua própria família foi forçada a se mudar devido a perseguição.

Continua depois da publicidade