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Estudos Bíblicos

Uma aliança superior

Subsídio para a Escola Bíblica Dominical da Lição 8 do trimestre sobre “A supremacia de Cristo”

Tiago Rosas

em

Bíblia. (Photo by Aaron Burden on Unsplash)

I. UM SANTUÁRIO SUPERIOR

No início do oitavo capítulo de Hebreus, o autor já nos diz o resumo de seu ensino: “Ora, a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da Majestade, ministro do santuário e o verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, não o homem” (Hb 8.1,2). Perceba que ele diz: “a suma do que temos dito”, ou seja, o ponto principal, a questão mais importante do que se tem dito. Este ponto principal pode ser dividido em quatro tópicos:

  1. Temos um sumo sacerdote. Não deixamos de ter um mediador entre nós e Deus fazendo expiação e intercessão por nós; apenas temos agora o perfeito sumo sacerdote, o “grande sumo sacerdote” (4.14), que ofereceu de uma vez por todas o sacrifício de expiação e que oferece continuamente por nós rogos ao Pai. Jesus é este sumo sacerdote.
  1. Este sumo sacerdote está no céu, à destra da Majestade (o Pai). O lugar de Jesus à direita do Pai (lugar de honra e comando) já estava predito no Salmo messiânico que o autor da Carta aos Hebreus fez menção outrora. É o Salmo 110, onde está dito no primeiro verso: “Disse o SENHOR ao meu Senhor: Assenta-te à minha mão direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo* dos teus pés”. Pela obediência ao Pai e pelo sacrifício completo que realizou, Jesus foi exaltado soberanamente e recebeu para si “um nome que está acima de todo nome” (Fp 2.9). [*a palavra escabelo nada tem a ver com os cabelos ou pêlos dos pés. É antes uma referência a um banco de descanso para os pés usado quando a pessoa está sentada. O texto de Salmos 110.1 como Hebreus 1.13 ou 10.13 significa que os inimigos de Cristo serão “colocados debaixo dos pés dele”, ou seja, serão derrotados por ocasião de sua vitória final na consumação dos séculos]
  1. Este sumo sacerdote é ministro do santuário (celestial), que é o verdadeiro tabernáculo. No Sinai Deus revelou a Moisés o modelo do tabernáculo que ele deveria construir e lhe fez a advertência: “E me farão um santuário, e habitarei no meio deles. Conforme a tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os seus pertences, assim mesmo o fareis” (Ex 25.8,9). Naquele tabernáculo Deus se faria presente para receber o culto, as ofertas, os sacrifícios e se revelar a Moisés e ao povo. Seria um lugar sagrado, por isso “santuário”. Deveria ser tratado com reverência, de tal modo que somente os levitas poderiam trabalhar ali. Somente o sacerdote e sumo sacerdote podiam entrar no lugar Santo dentro do tabernáculo propriamente, e somente o sumo sacerdote podia entrar, uma vez por ano apenas, no Santo dos Santos onde ficava a arca da aliança – lugar este que por ser o mais santo representava o próprio céu onde Deus habita. Mas este tabernáculo terreno feito por mãos humana, era apenas um “exemplar [ou figura] e sombra das coisas celestiais” (Hb 8.5). Isso, evidentemente, não quer dizer que no céu existe um tabernáculo igual ao que foi construído por Moisés, com um altar para holocaustos, uma pia para lavatório, altar de incenso, candelabro e arca da aliança. Não! Quer dizer que estas coisas apenas são símbolos de coisas celestiais, especialmente do sacrifício de Cristo e da liberdade que agora desfrutamos para entrar na presença de Deus. O santuário de Moisés era apenas uma sombra, enquanto que o santuário celestial é a realidade. O culto levítico apenas apontava para a realidade que é Cristo. Nesse sentido, diz Gunnar Vingren: “Cristo não precisou, como o Sumo Sacerdote, se aproximar do santuário para apresentar um holocausto, já que ele próprio se transformou em holocausto. Tendo sido consagrado um santuário maior, Ele ofereceu, de uma só vez, o seu corpo e o seu sangue”. (3)
  1. O tabernáculo celestial foi fundado pelo próprio Deus. Por estar no céu e ser fundado pelo próprio Deus, este tabernáculo é eterno e indestrutível. Em Cristo temos a segurança de um sacerdócio elevado e permanente, que não dará lugar a outro pacto. Estamos na última e única aliança de Deus com os homens, o pacto da graça! Desviar-se de Cristo, é vaguear para sempre na escuridão.

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Casado, bacharel em teologia (Livre), evangelista da igreja Assembleia de Deus em Campina Grande-PB, administrador da página EBD Inteligente no Facebook e autor de dois livros: A Mensagem da cruz: o amor que nos redimiu da ira (2016) e Biblifique-se: formando uma geração da Palavra (2018).

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