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igreja perseguida

Juíza manda prender pastor da Assembleia de Deus que pregava ao ar livre

Ato foi visto como “intolerância religiosa” e líderes registraram boletim de ocorrência.

Michael Caceres

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líderes evangélicos em manifestação em Coroatá
Líderes fazem manifestação (Foto: Reprodução/Facebook)

Um pastor auxiliar da Igreja Assembleia de Deus em Coroatá, chamado Natanael Diogo, foi preso nesta terça-feira (10) por ordem da juíza Anelise Nogueira Reginato, da cidade de Coroatá, no interior do Maranhão. Ela teria se incomodado com a caixa de som usada pelo pastor que estava promovendo um evangelismo de rua.

A juíza teria reclamado do som que era produzido pelo culto ao ar livre e o pastor teria baixado o volume para não perturba-la. Ainda assim, o pastor acabou sendo levado pela polícia juntamente com uma mulher que participava do culto naquele momento.

O fato teria ocorrido por volta das 19h00, próximo da casa da magistrada que sentiu-se incomodada pelo culto realizado pela denominação evangélica. O pastor afirma que a magistrada pediu para que o volume do som fosse reduzido e ele obedeceu, mas ela retornou por acreditar que haviam alterado o volume novamente.

“Eu saí, mandei o sonoplasta abaixar o som, quando de repente ela entendeu que nós abaixamos o som e voltamos a aumentar novamente. Imediatamente chegaram os policiais constrangidos”, disse o pastor.

De acordo com a rádio Esperança 100.9, a Convenção Estadual das Assembleias de Deus no Maranhão (CEADEMA) condenou em nota a atitude arbitrária e intolerante da magistrada. Natanael Diogo registrou boletim de ocorrência na delegacia de Coroatá por conta do abuso sofrido.

Membros da igreja relatam que o pastor foi conduzido para a delegacia e permaneceu no local por cerca de uma hora e meia, sendo liberado por falta de um delegado. Na manhã desta quarta, 11 de novembro, o pastor teria voltado à delegacia para esclarecer o fato.

Uma manifestação em apoio ao pastor foi organizada na cidade questionando a atitude da magistrada, que foi vista como um ato de “intolerância religiosa”. O pastor Pedro Aldir Damasceno, presidente da CEADEMA, enviou um advogado para acompanhar o caso.

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