Siga-nos!

Sociedade

Juiz diz que opinião de médico cristão sobre pronomes transgêneros é “indigna”

Médico foi demitido por dizer que não chamaria “um homem barbado” de “ela”.

em

David Mackereth. (Foto: Andrew Fox)

Um Tribunal do Trabalho decidiu contra um médico cristão que entrou na justiça contra seus empregadores após ser demitido por se recusar a usar pronomes transgêneros em pacientes.

David Mackereth, 56 anos, foi demitido no ano passado após passar por um treinamento e, no final dele, declarar que não usaria pronomes de gênero escolhidos pelo paciente que fosse diferente do seu sexo biológico.

No tribunal de Birmingham, o advogado do Dr. Mackereth, Michael Phillips, do Christian Legal Center (CLC), argumentou que o Departamento de Trabalho e Pensões (DWP) havia discriminado o médico por causa de suas crenças cristãs.

Na defesa, o advogado declarou que seu cliente confia na verdade bíblica e que Deus criou apenas homem e mulher.

“Segue-se que toda pessoa é criada por Deus como homem ou mulher. Uma pessoa não pode mudar seu sexo [ou] gênero à vontade. Qualquer tentativa ou pretensão de fazê-lo é inútil, autodestrutiva, e pecaminosa”.

Mas para o juiz acreditar em Gênesis 1:27 é apenas “mera opinião” que não tem proteção da lei.

“A crença em Gênesis 1:27, a falta de crença no transgenerismo e a objeção de consciência ao transgenerismo em nosso julgamento são incompatíveis com a dignidade humana e conflitam com os direitos fundamentais de outros, especificamente aqui, indivíduos trans”.

O juiz declarou ainda que “na medida em que essas crenças fazem parte de sua fé mais ampla, sua fé mais ampla também não satisfaz a exigência de ser digno de respeito em uma sociedade democrática, não incompatível com a dignidade humana e não em conflito com os direitos fundamentais de outros”.

No processo, o Dr. Mackereth disse que não renunciou à sua posição e foi vítima de discriminação direta e assédio. Ele argumentou que foi demitido “não por causa de preocupações realistas sobre os direitos e sensibilidades dos indivíduos trans, mas por causa da minha recusa em fazer uma promessa ideológica abstrata”.

A decisão do tribunal irá impactar vários trabalhadores e médicos cristãos que, por conta de suas crenças, se sentiram prejudicados no trabalho e recorreram à justiça. Em uma reportagem do Christian Today, entende-se que tal decisão passa a “excluir as crenças cristãs da proteção dos direitos humanos e das leis anti-discriminação”.

O diretor executivo da CLC, Andrea Williams, também acredita nesse entendimento e se mostra preocupado com isso. “Este é um julgamento surpreendente e que, se for confirmado, terá consequências sísmicas não apenas para o NHS e para os cristãos, mas para qualquer pessoa no local de trabalho que esteja preparado para acreditar e dizer que somos criados masculino e feminino”.

“É profundamente perturbador que esta seja a primeira vez na história da lei inglesa que um juiz tenha decidido que cidadãos livres devem se envolver em um discurso forçado. Aqui, o juiz Perry decidiu que o cristianismo não é protegido pela Lei da Igualdade ou pela CEDH, a menos que é uma versão do cristianismo que reconhece o transgenerismo e rejeita a crença em Gênesis 1:27″, contestou o diretor.

O médico irá recorrer da decisão.”Não estou sozinho em estar profundamente preocupado com esse resultado. Os funcionários do NHS, mesmo aqueles que não compartilham minhas convicções cristãs, também ficam perturbados ao ver sua própria liberdade de pensamento e fala sendo minada pela decisão dos juízes”, afirmou o Dr. Mackereth.

Publicidade