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Sociedade

Jovens estão abandonando a Igreja por falta de “identificação”

Sensação que Deus ‘não está’ na igreja é apontada como um dos motivos para afastamento

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Igreja sem jovens. (Foto: Keystone)
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Sociologicamente, a igreja tem enfrentado “lutas” em especial com perspectiva das novas gerações sobre a fé de seus pais. Uma pesquisa recente do Instituto LiveWay aponta que os millenials (nascidos na virada do milênio) estão desistindo de congregar em índices recorde.

Segundo o levantamento, 66% dos millenials americanos que foram criados em uma igreja já decidiram parar de frequentar os cultos entre os 18 e 22 anos. Um dos aspectos mais distintivos da debandada é a “falta de identificação” com o conteúdo apresentado nas mensagens.

Ao mesmo tempo, cresce na sociedade como um todo os chamados “sem religião”. Eles não são, necessariamente, ateus, mas veem a espiritualidade de outra perspectiva. Mesmo que muitos deles acreditem que Deus existe não veem a necessidade de estarem ligados a uma determinada igreja ou denominação.

Scott McConnell, diretor executivo da LifeWay Research, afirma: “A realidade é que as igrejas evangélicas continuam a ver a nova geração se afastar quando se tornam jovens adultos. Independentemente de quaisquer fatores externos, a demografia da igreja está lentamente diminuindo a partir de dentro”.

Outra pesquisa recente, do Barna Group, mostra que 59% dos jovens que frequentavam a igreja na infância desistem de congregar. Além disso, cerca de 35% dos jovens adotaram uma postura contrária à igreja.

O estudo do Barna indica que os principais fatores desse afastamento são: a ‘irrelevância’ da igreja, a hipocrisia e o fracasso moral dos líderes, além da sensação que Deus ‘não está’ na igreja e que ter dúvidas é algo proibido.

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Ouvido pela CBN News, o pastor Jeremy Miller, da New Life Church explica que encontrou o equilíbrio entre oferecer discipulado enquanto aborda assuntos difíceis nas mensagens pregadas da igreja.

Já Nic Reynolds, que abandonou a igreja, mas não a fé, assegura: “Eu acredito muito que existe uma fome em nossa geração pelo discipulado, e muito disso vem da busca pela autenticidade e da busca em ser real”.

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