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Opinião

Jornalismo militante: uma força-tarefa contra a Lava Jato

O que vi no conteúdo do “The Intercept” foi mais sugestão do que prova.

Maycson Rodrigues

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Glenn Greenwald e Lula. (Foto: Reprodução / Facebook)
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Antes de discutirmos o fato do dia, é preciso definir bem qual é a premissa: autoridades públicas foram vítimas de um ataque cibernético criminoso. Este deve ser o ponto de partida desta discussão.

Os diálogos divulgados pelo Site “The Intercept” só demonstram o suicídio moral dos jornalistas militantes. Eles não possuem mesmo escrúpulo algum. Trata-se de um mau caratismo descarado. Estão consumidos pela sede de frear o maior avanço do Estado contra a criminalidade e a corrupção sistêmica que está instaurada em nosso território.

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Quem celebra o possível fim da Lava Jato não é cidadão; é bandido por osmose.

Como alguém pode sentar em cima de um ato criminoso e vibrar com fogos de artifício e confetes no ar? Autoridades públicas tiveram sua privacidade violada. Os celulares foram roubados por um hacker que sabia para quem estava entregando o material furtado.

Você conhece Glenn Greenwald? Ele é editor neste site. Ele trouxe à tona o caso Snowden, o hacker e ex-funcionário do governo dos EUA que vazou segredos e estratégias controversas da NSA e CIA. Snowden vive hoje num abrigo na Rússia, protegido por um governo que pode ser tudo, menos defensor da democracia e das liberdades individuais.

O Telegram, aplicativo de onde as mensagens foram roubadas e pretensamente vazadas por este site, é um aplicativo criado por dois russos em 2013: Nicolai e Pavel Durov.

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Com o escândalo do caso Snowden, Greenwald se mudou para o Brasil, passou a ser o braço não-declarado do PSOL e do PT na mídia com um site aparentemente independente quando de repente acontece o… advinha?

Mais um hackeamento. Mais um roubo de mensagens privadas de autoridades públicas e quem é o responsável pelo “furo de reportagem”? Glen Greenwald.

Você acha que o dinheiro da corrupção petista abastecia apenas os cofres brasileiros? Você acha que governos da América, África e Europa não eram alcançados, em especial os do espectro socialista?

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A espionagem é uma prática criminosa aqui no Brasil e em qualquer lugar no mundo. E jornalistas militantes deveriam ser duramente criticados e até mesmo punidos pela audiência que deveria abandoná-los no limbo do jornalismo.

Não seja ingênuo: há muitos interesses em jogo. A Reforma da Previdência e o Pacote Anticrime são direta e duramente afetados com essa notícia. A pressão política aumenta e agora tem um monte de cínico publicando um monte de histeria ideológica. Tem gente que agora, depois de muito silêncio constrangido pelas condenações sequenciais do ex-presidente – que continua sendo um bandido corrupto e lavador de dinheiro, a despeito destes vazamentos – agora estão enfim com coragem de apoiar a campanha bizarra do #lulalivre.

É cedo para comentar? Sim. Os fins justificam os meios? Não. Houve ilegalidade por parte do procurador e do juiz responsável pela Força Tarefa? É discutível. Agora, alguém pensava mesmo que eles trabalhavam numa bolha oficial ou na “Sala da Justiça” sem que pudessem manter qualquer contato? Só os desonestos intelectuais úteis.

O que vi no conteúdo do “The Intercept” foi mais sugestão do que prova. Mais sensacionalismo mórbido do que jornalismo coerente com os dados da realidade. Mais uma tentativa de parar a Lava Jato do que uma matéria que busca informar algo. Foi a celebração da militância medíocre do marido do deputado David Miranda, do PSOL.

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O jogo segue e ninguém será preso – a não ser que seja investigado pelo poder público e a provas sejam incontestáveis, diferente dessa balbúrdia que foi a causa de tantas comemorações politicamente clubistas, antidemocráticas e antipatriotas.

Casado com Ana Talita, seminarista e colunista no site Gospel Prime. É pregador do evangelho, palestrante para família e casais, compositor, escritor, músico, serve no ministério dos adolescentes e dos homens da Betânia Igreja Batista (Sulacap - RJ) e no ministério paraeclesiástico chamado Entre Jovens. Em 2016, publicou um livro intitulado “Aos maridos: princípios do casamento para quem deseja ouvir”.

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