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John Piper desafia apoio cristão a Trump em artigo crítico

Pregador evangélico declara que não pode votar nem em Trump ou Biden.

Michael Caceres

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John Piper
John Piper (Foto: Reprodução/YouTube)

O autor e teólogo John Piper decidiu entrar no debate sobre as próximas eleições, tratando sobre o apoio dos cristãos aos candidatos, especialmente sobre Donald Trump. O famoso pregador afirmou que não pode votar em nenhum dos dois candidatos à Presidência dos Estados Unidos.

Sem mencionar nenhum dos nomes dos candidatos, Piper deixa claro no seu último artigo no Desiring God que que ele se referia a disputa presidencial entre Donald Trump e Joe Biden, demonstrando estar preocupado com a polarização política e o envolvimento maciço de líderes evangélicos.

Ele também enfatiza de forma clara que sua intenção não é dizer as pessoas em quem deve ou não votar, mas tem o objetivo de oferecer uma perspectiva sobre as qualidades que os cristãos devem buscar, que ele acredita serem incompatíveis com um ocupante de cargo, que ele chama de “pecados que destroem as pessoas e nações”.

Ao descrever que sua posição tem sido muito esperada, ele disse que fica perplexo com os cristãos que consideram os pecados de imoralidade sexual, jactância, vulgaridade, facciosidade e assim por diante como algo tóxico apenas para a nação, enquanto as políticas que endossam a matança de bebês, a troca de sexo, a limitação da liberdade e o alcance socialista são vistas como mortais.

O teólogo reconheceu que para todos esses pecados há perdão, mas destacou a necessidade de arrependimento, que não deve estar ausente do indivíduo. Ele desafia os eleitores religiosos a avaliarem a vida dos candidatos e não ignorarem seus pecados.

Ele também indaga os cristãos sobre como muitas vezes estão preparados para ignorarem os pecados cometidos por líderes públicos. Também afirma que é fundamental tratar sobre o padrão de comportamento público que leva a morte.

John Piper aponta ainda que existem influencias mortais de um líder que não vem apenas de suas políticas, mas também da sua pessoa, e que é um erro grave pensar que isso não seja relevante.

Insinuando seus pontos de vista sobre a presidência de Trump, ele diz que os últimos cinco anos testemunham uma infecção em quase todos os níveis da sociedade, que esse tipo de pessoa muda de centro para influenciar culturas inteiras.

Ele termina sugerindo que não pode votar nem em Trump ou Biden, porque sua lealdade a Jesus coloca em conflito a morte por aborto ou a morte por arrogância e chega a declarar que falar em quem votar ou não votar não é seu dever, e que o seu chamado é levar as pessoas a ver Jesus Cristo e confiar em seu perdão.

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