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Sociedade

Jogos Olímpicos de Verão devem ampliar debate sobre participação de transexuais

Dados mostram desvantagens de mulheres biológicas.

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Corrida. (Foto: Steven Lelham / Unsplash)

O site American Thinker publicou um artigo revelando que durante os Jogos Olímpicos de Verão, que acontecerão entre 24 e julho e 9 de agosto de 2020, haverá um número recorde de homens que se identificam como mulheres competindo em categorias femininas.

A disputa, diz o site, pode levantar o debate do “transgenerismo no esporte”, uma vez que aqueles nascidos homens e que agora vivem como mulheres já chegam com vantagem de 500% a mais de testosterona sobre as mulheres biológicas.

Para citar esse número, o site cita a decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI) que permite a participação de mulheres auto-identificadas desde que o nível de testosterona permaneça abaixo de 10 nanomoles por litro (nm/l) por 12 meses.

Normalmente, os homens biológicos têm entre 7,7 e 29,4 nm/l de testosterona e as mulheres biológicas 0,12 a 1,77 nm/l. “Sob essas diretrizes do COI, homens com restrição hormonal ainda podem manter quase 500% de vantagem de testosterona sobre as mulheres”, diz o American Thinker.

O site cita estudos recentes do Karolinska Institutet, da Suécia, que fala sobre a influência da testosterona no desenvolvimento da estrutura óssea masculina e na força na parte superior do corpo. Algo que se desenvolve durante a puberdade.

Sendo assim, a vantagem masculina não diminuiria com a queda da testosterona quando ele, na fase adulta, se tornar uma mulher trans. “Algumas vantagens, como sua maior estrutura óssea, maior capacidade pulmonar e maior tamanho do coração, permanecem. A testosterona também promove a memória muscular. As mulheres transexuais têm uma capacidade aumentada de ganhar força mesmo depois da transição”, explica Alison Heather, fisiologista da Universidade de Otago, na Nova Zelândia.

O texto cita algumas atletas criticando a participação de atletas trans nas competições, entre elas Paula Radcliffe que usou o twitter para dizer que quem não nasce e cresceu como menina não poderia cometir na categoria.

A ex-tenista tcheca Martina Navratilova também se colocou contra. Ela disse: “Deixar os homens competirem como mulheres – simplesmente porque mudam de nome e tomam hormônios – é injusto”, destacou o site que usou outras citações de atletas contrários à participação de mulheres trans em competições femininas.

Ao mesmo tempo, a Nova Zelândia está exigendo que os homens biológicos participem de competições como mulheres, decisão tomada depois que Laurel Hubbard ganhou duas medalhas de ouro e uma de prata nas competições de lantamento de peso. Ele competiu como homem até os 34 anos e, aos 35, passou pela transição.

Um grupo feminista de defesa do esporte na Grã-Bretanha também se manifestou contra Hubbard, o COI mostrou-se incapaz ou pouco disposto a resolver o problema.

Há relatos de mulheres trans vencendo mulheres biológicas em diferentes esportes, em vários níveis de competições, até mesmo nas escolas. O assunto é polêmico e o debate deve ecoar nos jogos olímpicos.

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