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Opinião

Jezabel, Simone de Beauvoir, Margaret Mead e a origem do empoderamento feminino

Estas três mulheres históricas têm uma significação importante no contexto humanitário. Mas essa importância não foi boa ou salutar sob o ponto de vista libertário, natural e espiritual.

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Informo que a Constituição Federal de 1988 assegura a todos a livre manifestação do pensamento, de consciência e de crença (art. 5º, IV e VI). Mesmo que o presente texto aparente ser político, é ele filosófico e religioso. Portanto, estou exercendo meu direito de credo religioso, ainda que os arautos do saber ou da “moral superior” digam exatamente o contrário.

Primeiramente, antes de dizer o que há de comum nessas pensadoras, há necessidade de apresentá-las, pois podem não ser muito conhecidas de leitores não cristãos. Acredito que muita gente, sobretudo as mulheres, não as conhece. A princípio desse desconhecimento, existe uma boa razão para isso.

Embora essa explicação não seja objeto desse texto, é necessário dizer que vivemos em uma tal sociedade da tolerância e do silêncio que queda na hegemonia cultural, propagada por ideários globalistas que querem um mundo melhor sob seus próprios aspectos culturais e de uma forma revolucionária, pretendida por Antonio Gramsci.

Ou seja, a mudança de pensamento não mais vem do poderio belicoso das armas, sob a mira de uma arma de fogo, como acontecia em tempos de revolução, e sim da cultura, impregnada sorrateiramente em toda forma de agregação social, como clubes sociais, escolas, jardins de infância, na família, televisão, mídia impressa e, como não poderia deixar de ser, também nos partidos políticos e nas igrejas (mesmo nas cristãs).

Estas três mulheres históricas têm uma significação importante no contexto humanitário. Mas essa importância não foi boa ou salutar sob o ponto de vista libertário, natural e espiritual. Mesmo que muitas pessoas achem que grande parte dos direitos das mulheres foi conquistada pela luta ferrenha de pessoas como Simone Beauvoir, o que será visto daqui a pouco, no texto, com maior pormenorização, o estrago que tais pensadoras causaram em mulheres e homens do seu tempo e que se reflete, como consequência cultural da influência por elas causada, ainda que sob forma mais velada, em ambos os sexos ainda hoje, é brutal.

Espiritualmente, o estrago é ainda maior, já que homens e mulheres são súditos delas mesmo sem saber. O casamento e as famílias são atingidos de uma forma prejudicial, com destruição da paz no lar e nos relacionamentos, com rompimentos, e eles mal sabem o que fazer diante de uma ameaça espiritual destrutiva dessas.

Cronologicamente, seria de começar pela mais antiga, Jezabel. Porém, a conclusão deste texto leva o nome desta mulher, por isso a necessidade de deixá-la para o fim.

Simone Beauvoir foi uma filósofa e romancista francesa, escreveu O segundo sexo, de 1949, obra que pertenceu ao grupo da segunda onda feminista. Ela deixou dito que “não se nasce mulher, torna-se uma”. Ou seja, quer dizer que a mulher não nasce assim, é um produto de construção social.

Cito também o nome de Margaret Mead (1901/1978). Esta disse que “As crianças do futuro precisam ter mente aberta. O lar deve parar de advogar causas éticas ou crenças religiosas através de sorrisos ou olhares severos, carícias ou ameaças. Deve-se ensinar às crianças como pensar, e não o que pensar (…)”.

Este trecho é da obra 10 livros que estragaram o mundo – e outros cinco que não ajudaram em nada, de Benjamin Wiker, pela Editora Vide Editorial. O que essa “filósofa” queria, no seu tempo, era destruir os padrões morais sexuais da sociedade para implantar o que achava primitivo e, assim, ideal, o de viver em um estado libidinoso sem limites.

Outra que não poderia deixar de ser citada, mas apenas a título de comentário, foi Shulamith Firestone, socióloga e filósofa, escreveu Dialética do sexo (1970). Ainda, Kate Millet escreveu Política sexual, ano de 1969. Betty Friedan (1963) nos “brindou” com A mística feminina. Ela carrega a “honra” de ter lançado a segunda onda de feminismo no mundo. Estas participaram ativamente, com seus escritos, dos ideais marxistas de destruição e desagregação da família ao tempo em que surgiram essas pseudociências no mundo ocidental.

Esses são apenas alguns exemplos de mulheres que estragaram o mundo com suas idéias ou teorias anticristãs e destrutivas sob o ponto de vista moral ou natural. Principalmente para Margaret, o homem primitivo era aquele que vivia dependente de seus apetites sexuais aflorados e ilimitados.

Sabemos que a lei moral cristã é bem diferente desses arranjos sexuais sociais que mais são aberrações humanas do que ideais de convivência. Tudo adredemente preparado para o declínio da humanidade ou para o seu fim, com a abolição do homem, como já nos deixou escrito Lewis em sua grande e magnífica obra, que será mais adiante comentada. O que esse legado nos deixou não tem muita diferença do que escreveu Adolf Hitler, em Minha luta. Aliás, comparando, o perigo é ainda maior em razão da sutileza como modus operandi dessas pensadoras.

O que se deve destacar deste texto é que todas essas falsas filósofas foram usadas pelo mesmo espírito, o espírito de Jezabel. Esse espírito é o que elas têm em comum e é o culpado pela onda de empoderamento feminino de hoje. As mulheres são os principais alvos das investidas desses espíritos enganadores.

Jezabel foi uma princesa fenícia, casada com o Rei Acabe, de Israel. A história dessa mulher pode ser conhecida no Primeiro Livro de Reis, no Antigo Testamento. O que é importante destacar, aqui, é que o Rei Acabe foi uma pessoa que se deixou levar pela promiscuidade e era comandado por sua esposa Jezabel, mulher com forte personalidade feminina. Jezabel era dominadora, religiosa e que se dizia porta-voz de Deus. Eis o resultado: o reinado de seu marido foi um fracasso. Era ela quem ditava as ordens, adorava outros deuses e sacrificava crianças.

Alguns casais não conseguem enxergar o mal que existe em seus casamentos e nas famílias principalmente por razão da influência maléfica de espíritos malignos que assolaram a humanidade e que ainda continuam deixando seu rastro de destruição. Saber como os casais devem ser portar, como o marido e a mulher devem agir, cada qual no seu devido lugar e exercendo o seu devido papel, sem intromissão indevida no quadrante do outro, é mais do que fundamental para a harmonia no lar, para a sobrevivência das famílias e do relacionamento saudável entre pais e filhos.

Quebrar essa disciplina conjugal é desvirtuar o que existe de mais natural no seio familiar. A indisciplina referente a isso, hoje em dia, é vista como um meio de combate ao preconceito e à discriminação sexual, uma luta sexista que partidos comunistas fazem questão de impregnar na cultura, já que esses grupos ideários vivem exatamente desse desalinhamento de pensamento ou rivalidade.

Eles se retroalimentam com essa divergência de gênero. Por força disso, mais ainda em razão de um feminismo radical, homem e mulher vivem em pé de guerra e, para aqueles que não sabem os direitos e os deveres no Reino de Deus, casamentos e uniões são destroçados.

S. Lewis nos deixou escrito, em Cristianismo puro e simples, uma receita infalível para evitar perdas e rompimentos destrutivos nas famílias e nos casamentos. Uma descrição simples e fácil do que existe nas escrituras sagradas. O marido é o chefe da família e a mulher sua cooperadora. Isso evita que subsista sobreposição de ordens em caso de divisão de opiniões, sendo certo que ao marido compete decidir a bem do casal. A esposa não deve ser e não é tida como subserviente, ao contrário do que entendem as feministas, sequazes de Jezabel. A ela compete a organização do lar e o cuidado com os filhos. Ou seja, o que existe é a necessidade de uma organização do casa e do lar conjugal.

Para o mundo secular de hoje, viver em harmonia conjugal é quase impossível e o primeiro sinal de desagregação familiar já é motivo de rompimento. Falta sabedoria para aqueles que ainda acham que o mundo é um eterno viver em felicidade e que em momento algum pode existir conflitos familiares. Isso é um engano e desdobramento do espírito de Jezabel.

A bíblia sagrada é o livro dos livros, o manual de toda a convivência humana, tanto na relação do homem com Deus, quanto no trato do homem com ele mesmo e com os outros homens. Nela se vê como um casamento é mantido e de uma forma duradoura. Lê-la é fundamental para compreender os estragos que esses espíritos fazem no mundo e como eles agem ainda hoje.



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