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Política

“Jesus nunca disse a César como governar Roma”, defende pastor que rejeita “religião na política”

Pastores reagiram à colocação, dizendo que as Escrituras falam sobre o Estado

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Durante uma entrevista recente ao Washington Post, Jerry Falwell Jr., o diretor da Liberty University, maior universidade cristã do mundo, disse não acreditar que os ensinamentos de Cristo deveriam ser usados ​​para pautar a política. Segundo ele, o ideal é o que governo seja “livre de qualquer associação religiosa”.

“Jesus nunca disse a César como governar Roma”, afirmou Falwell. “Ele sempre falava que seu reino não era terreno e anunciava o reino de Deus, espiritual. Deixou claro que estava aqui para nos ensinar como tratar os outros, como ajudar os outros, mas quando se trata de servir a seu país, disse para dar a César o que é de César. ”

Falwell declarou ainda: “Pensar que as políticas públicas devem ser ditadas pelos ensinamentos de Jesus é quase o mesmo que defender uma teocracia”. Apoiador do presidente Donald Trump desde a eleição de 2016, o diretor da Liberty  enfatiza que “o governo deve ser liderado por alguém que fará aquilo que é do interesse do povo. Eu acredito que Jesus pensava o mesmo”.

As declarações de Falwell não “pegaram bem” junto a outras lideranças. David Whitney, pastor da  Cornerstone Evangelical Church em Pasadena, Maryland, e professor do Instituto sobre a Constituição, explicou que, embora os ensinamentos de Jesus devam ser recebidos e seguidos pessoalmente, eles também deveriam ser o padrão para o governo civil.  Lembrou ainda diversas passagens das Escrituras que falam sobre como os governantes devem agir.

Ele aponta para o fato de muitas leis aprovadas pelo governo vão diretamente contra o que a igreja ensina e algumas, inclusive, abrem a possibilidade de cristãos serem punidos por defender seus princípios.

“A lei de Deus está relacionada a todos os aspectos da vida em sociedade.  Acho que está bastante claro nas Escrituras: a lei de Deus, dada a nós nas Escrituras, é a base de qualquer lei legítima”

Whitney forneceu vários exemplos sobre como a política pública pode se chocar com a lei bíblica. “Os juízes podem determinar que duas pessoas do mesmo sexo podem se unir e isso constitui um casamento, [mas] isso não muda a lei eterna sobre o casamento como Deus o define ”, observou. “Deus  nos ordena não matar, não roubar, não cometer adultério. Logo, a lei de Deus se relaciona com aquilo que o governo civil deveria estar colocando em prática”.



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