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Islâmicos radicais oferecem US$ 62 mil para quem matar ativista cristão

Cristão foi denunciado pelo próprio Estado por blasfêmia.

Michael Caceres

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Muçulmanos irados
Muçulmanos irados (Foto: Reprodução/Twitter)

O ativista Faraz Pervaiz está sendo procurado por muçulmanos radicais, que oferecem em pôsteres espalhados na cidade de Karachi, no Paquistão, uma recompensa de cerca de 62 mil dólares para quem o matar. Segundo um relatório, ele fugiu para a Tailândia e ninguém sabe do seu paradeiro.

Ele é conhecido por ser o porta-voz da minoria cristã e ativista dos direitos humanos, porém ele teve de fugir após o ataque de uma multidão que devastou e depredou no mínimo 116 casas e duas igrejas na cidade de Lahore no Paquistão em 2013.

Faraz fugiu para a Tailândia, sendo defamados por vídeos, caricaturas e declarações dele e de seu pai que foram difundidos com rapidez na internet, sendo compartilhadas nas redes sociais, segundo relatos dados pela International Christian Concern.

De acordo com o UCA News, o partido político do Paquistão Tahreek-Labbaik já havia expedido uma recompensa de 62 mil dólares em 2015, e em 2016 aumentou para 124 mil dólares.

Um vídeo de um mulçumano paquistanês radical também foi divulgado, no qual ele chama a todos os muçulmanos para encontrar Pervaiz e a sua família e matá-lo.

O governo do Paquistão abriu um processo criminal de blasfêmia contra Pervaiz em 2017, devido a sua liderança no protesto que fez após a violência em 2013, em qual ele desafia a política e a teologia islã, apresentando suas interpretações sobre o Alcorão e criticou o profeta Maomé.

Ele disse ao The Christian Post que apesar do Paquistão prender muitas pessoas por blasfêmia, mais que outros países, o seu caso foi o primeiro em que o próprio Estado registrou um caso de blasfêmia contra alguém.

Pervaz teve que se mudar de Bangkok com a família às pressas depois que um vídeo feito por um refugiado mulçumano paquistanês revelou sua localização, e ele conclamava a todos para irem à capital da Tailândia mata-lo.

Ele também afirma que a ONU não tem feito nada por sua família, mesmo ele pedindo ajuda, e que também foi atacado por um grupo de radical na qual sofreu graves contusões.

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