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Islâmicos buscam transformar local profético para judeus em mesquita

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu determinou que fossem proibidas orações no local.

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Muçulmanos no Portão Dourado
Muçulmanos no Portão Dourado. (Foto: Ammar Awad / Reuters)

Na última semana, intensificaram-se os conflitos entre muçulmanos e as autoridades israelenses junto à Porta Dourada, no Monte do Templo.

O local, também chamado de Portão Dourado e Portão da Vida Eterna é visto por muitos judeus como “profético”. Por ali, diz a tradição baseada em Ezequiel 43 e Zacarias 9, o Messias entraria.

O Portão atual fica no mesmo local em Jerusalém onde Jesus atravessou durante a “entrada triunfal” [cf. Mt 21 e Jo 12]. Fechado desde a Idade Média, é um dos oito portões da muralha que cerca a Cidade Velha de Jerusalém.

Agora, palestinos tentam fazer com que seja construída ali uma nova mesquita. Seria a quinta no alto do Monte do Templo. Desde a última sexta-feira (22) ocorreram manifestações violentas e a polícia interviu.

Sessenta muçulmanos foram presos, incluindo dois representantes do Waqf islâmico, organização jordaniana que administra os locais sagrados do Islã.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu determinou que fossem proibidas orações no local.

Ismail Haniyeh, líder do Hamas, chegou a convocar um marcha dos palestinos e islâmicos “fiéis” até o portão.

Foco de debate

Existe um antigo debate sobre o significado da Porta Dourada, que originalmente dava acesso direto ao Templo de Salomão para quem vinha pelo lado Oriental da cidade, subindo do Vale do Cedron.

Totalmente destruídas no ano 70, as muralhas foram reconstruídas por ordem do sultão Solimão, o Magnífico, que governou Jerusalém entre 1520 e 1566.

No ano de 1541 a Porta foi fechada com blocos, impedindo a passagem. Solimão sabia da crença dos judeus que ali ocorreria a entrada do Messias, o rei máximo de Israel.

Ciente de que as leis judaicas viam como impuro quem tocasse um morto, no lado externo da Porta foi colocado um cemitério muçulmano, que permanece lá até hoje.

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