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Internacional

Igrejas protestantes em Cuba lançam aliança evangélica

Sete denominações que foram contra a nova constituição cubana se uniram

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Igreja em Cuba. (Foto: Portas Abertas)

Por não se sentirem representados, sete denominações protestantes cubanas resolveram se juntar e criar a Aliança Evangélica das Igrejas Cubanas, formada por igrejas que se opuseram às mudanças da nova constituição daquele país.

Criada em 11 de junho, a criação da aliança acontece após um referendo realizado no início do ano onde os cubanos votaram a favor de uma nova constituição e onde os cristãos de diferentes denominações se encontraram em oposição a certos elementos do projeto de lei.

“Nesse processo tornou-se mais evidente que o Conselho Cubano de Igrejas não agiu a favor da doutrina da Igreja, mas a favor dos interesses particulares e políticos do regime”, disse Rosanna Ramirez, analista de perseguição da Portas Abertas, organização que pesquisa a perseguição aos cristãos e apoia cristãos perseguidos no mundo.

Recentemente um pastor e sua esposa foram presos por ensinar seus filhos em casa porque não querem que eles sejam expostos a ensinamentos comunistas do Estado. A prisão tem aproximado as igrejas aliadas que, ao contrário do conselho existente, não apoiam a forma como o governo comunista tem tratado os cristãos.

“As igrejas que são membros da aliança são conhecidas por serem os principais grupos que se opuseram às mudanças da nova Constituição, especialmente em relação ao tratamento da liberdade religiosa. Elas foram os que ousaram desafiar o regime e mostrar seu desacordo abertamente, sem medo de represálias”, disse Ramirez.

O regime já negou todos os vistos religiosos solicitados pelas igrejas que se juntaram à nova aliança, disse uma fonte local à Portas Abertas sob condição de anonimato para garantir a segurança. Após o referendo constitucional, as cinco maiores igrejas protestantes disseram que o governo os impediu de receber visitantes do exterior.

Perseguição aos cristãos em Cuba

A ditadura comunista controla a vida privada e pública de cristãos cubanos. Todas as denominações religiosas são controladas pelo governo e, qualquer sinal de desacordo é punido com rigidez por parte do governo.

Um número significativo de cristãos foi preso por participar de reuniões não registradas ou por expressar discordância com o regime, crianças foram doutrinadas e materiais religiosos foram confiscados. Alguns cristãos considerados opositores do regime foram demitidos de seus empregos. Além disso, a ideologia secularista tornou-se mais influente através do apoio do Conselho Cubano de Igrejas.

Recentemente, o coordenador regional do Instituto Patmos, uma ONG que promove o diálogo inter-religioso e a liberdade de religião, foi preso pelas autoridades Estaduais.

Além dele, meses depois, um ativista dos direitos dos cristãos foi preso por agentes de segurança do Estado. Sua casa foi invadida e bíblias e outros materiais cristãos foram confiscados.

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