Siga-nos!

Mundo Cristão

Igrejas oferecem estacionamentos para construção de casas populares

Projeto na Califórnia visa reduzir o déficit imobiliário

em

Projeto da Igreja Episcopal. (Foto: Divulgação)

Enquanto muitas vizinhanças dos Estados Unidos aderiram ao NIMBY – abreviação de “Not in My Backyard” – termo usado para impedir a criação de moradias populares em algumas regiões, igrejas estão criando um movimento contrário.

Com a sigla YIGBY, ou “Sim, no quintal de Deus”, denominações estão oferecendo parte de seus terrenos para a construção de moradias populares na Califórnia.

A crise imobiliária daquele estado tem levado muitas pessoas a morarem em seus carros e elevado o número de sem-tetos, exigindo medidas emergenciais para controlar a situação.

“Jesus claramente nos diz para manter os olhos abertos para aqueles que precisam”, disse Jonathan Doolittle, pastor da Igreja Luterana de Clairemont que tem atuado nesta campanha.

A denominação, localizada em San Diego, já fazia parte de um projeto que oferecia abrigo para famílias por um tempo determinado, enquanto se recuperavam de alguma crise financeira.

O defensor da habitação Tom Theisen, advogado aposentado e ex-presidente da Força-Tarefa Regional para os Sem-Teto, tem atuado no projeto YIGBY e conseguiu identificar 1.100 propriedades de comunidades religiosas em mais de 2.000 acres de terra. Theisen disse que uma parte substancial dessa terra está disponível para habitação.

“Se olharmos para isso da perspectiva de ‘como ajudamos as igrejas a ajudar os necessitados em sua comunidade e analisá-la em todo o país’, estamos falando de centenas de unidades habitacionais em potencial, possivelmente milhares”, disse Theisen para o Religion News.

No norte da Califórnia, a Igreja Episcopal de St. Paul em Walnut Creek gostaria de abrir seu complexo de moradias populares em dezembro ou janeiro.

Chama-se St. Paul’s Commons e será um empreendimento de uso misto com espaços comunitários operados pela igreja. Também é onde o Trinity Center, sem fins lucrativos, terá um espaço físico para atender pessoas sem-teto com 45 apartamentos a preços acessíveis.

Publicidade