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Hagia Sophia é transformada em mesquita na Turquia

Inaugurada em 537, basílica de Santa Sofia terá cerimonia islâmica no dia 24 de julho.

Neto Gregório

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Hagia Sofia (Wikimedia Commons)

Hagia Sophia, catedral cristã bizantina dedicada à Divina Sabedoria, parece relevar a forma como o islamismo tem se expandido pelo mundo sem respeitar quaisquer outras religiões ou crenças.

Inaugurada em 537 pelo Império Bizantino, durante o governo de Justiniano, ela serviu como templo cristão até 1453, quando foi convertida em mesquita durante a conquista de Constantinopla, futura Istambul, pelos otomanos.

Mais tarde, em 1934, o templo foi transformado em um museu secular por um decreto do pai fundador da Turquia moderna, Mustafa Kemal Ataturk.

Agora, o atual presidente turco Recep Tayyip Erdogan, emitiu um decreto anulando a decisão de Ataturk, aceitando o pedido de um pequeno grupo islâmico local, e estabeleceu a transferência da gestão da sede bizantina do Ministério da Cultura para a Presidência de Assuntos Religiosos, convertendo-a efetivamente na Mesquita de Santa Sofia.

À nação, o líder anunciou que a primeira cerimonia islâmica no local acontecerá no dia 24 de julho. Sobre as críticas que vem recebendo, ele invocou a “soberania nacional” e afirmou que as portas do templo continuarão abertas a todos.

Centenas de fiéis muçulmanos foram em frente à Santa Sofia gritar que “Allah é grande”.

Reações

Para o Patriarca Ecumênico de Constantinopla, tal decisão “levará milhões de cristãos em todo o mundo contra o islã”. É “absurdo e prejudicial que Santa Sofia, de um lugar que agora permite que os dois povos se encontrem e admirem sua grandeza, possa se tornar novamente um motivo de oposição e confronto”, afirmou Bartolomeu.

O papa Francisco, ao final da tradicional oração do Angelus, lamentou. “E o mar me leva longe com meu pensamento. Penso em Istambul, penso em Santa Sofia. Fico muito entristecido”.

A UNESCO enfatizou o “valor universal excepcional” do local como “um poderoso símbolo do diálogo” e pediu que “qualquer modificação deve ser notificada pelo país à Unesco e verificada pelo Comitê do Patrimônio Mundial”, apesar de o governo turco já ter tomado a decisão e não parecer levar em conta quaisquer opiniões.

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