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Política

Igreja Metodista realiza ato litúrgico em memória das vítimas da ditadura

O culto acontecerá em 28/03 na catedral metodista em São Paulo, as 20hs

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A Igreja Metodista do Brasil realizará na próxima sexta feira, (28/03) às 20hs na Catedral Metodista de São Paulo (Av Liberdade, 659) o Ato Litúrgico de resgate da memória de metodistas vítimas do golpe militar de 1964.Muitos metodistas sofreram perseguição e tortura naquela época de ditadura e até hoje vivem sequelas disso.

Em carta oficial, a Igreja Metodista se pronuncia: “Entre os brasileiros que tiveram liberdades suprimidas e direitos violados pelo regime ditatorial militar implantado no Brasil em 1964, com censura, prisões arbitrárias, tortura e assassinatos, estão muitos cristãos. Esses homens e mulheres pagaram o preço da busca por testemunhar seus princípios de fé em Deus e de compromisso com a causa da vida em abundância, ao se engajarem em ações pela justiça e pelo restabelecimento do estado democrático. As feridas ainda abertas por este trágico recente passado do País só serão cicatrizadas quando essa memória for reavivada e as novas gerações aprenderem dela “para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça” (Paulo Evaristo Arns).

É neste espírito que a Assessoria Episcopal para Promoção de Direitos Humanos da 3a Região Eclesiástica da Igreja Metodista (Grande São Paulo, Baixada Santista, Sul Paulista e Vale do Paraíba Paulista), promove, neste 28 de março, sexta-feira, às 20h, o “Ato Litúrgico de Resgate da Mémoria de Metodistas Vítimas do Regime Militar”.

Não foram poucos os membros da Igreja Metodista que sofreram censura em suas atividades dentro e fora da Igreja, que foram presos, foram vítimas de tortura, como Anivaldo Padilha, líder de juventude na época, que sobreviveu e hoje integra a Comissão Nacional da Verdade, e até mesmo assassinados, como Heleny Guariba, membro da Igreja Central, hoje Catedral Metodista de São Paulo, cujo corpo nunca foi devolvido à família.

A assessoria metodista de Direitos Humanos, coordenada pelo Rev. Marciano do Prado, fundamenta suas práticas no compromisso ético do Evangelho e nos documentos da Igreja Metodista como o Credo Social e o Plano para Vida e Missão da Igreja que dão respaldo doutrinário para a atuação cristã em favor dos excluídos, em solidariedade com os que sofrem e em defesa de toda pessoa humana alienada de seus direitos.

Nesse sentido, recuperar a memória dos metodistas que sofreram as perseguições do Regime Militar tem o sentido de honrar o testemunho de fé e de cidadania desses homens e mulheres para que não seja esquecido e inspire metodistas e outros cristãos e demais brasileiros do presente ao compromisso com a justiça, a paz e a vida na sua integralidade.”

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