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Sociedade

Igreja aguarda diretriz do papa para adaptar ritos da cultura indígena em missa

Sincretismo religioso poderá se aprofundar com nova orientação do Vaticano.

Michael Caceres

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Papa Francisco no Sínodo da Amazônia (Foto: Cris Bouroncle/AFP/Getty Images)

A Igreja Católica pode mergulhar ainda mais no sincretismo religioso, misturando suas crenças com ritos da cultura indígena, segundo estabeleceu o relatório apresentado pelo papa Francisco no encerramento do Sínodo da Amazônia.

Ideia que já era defendida desde o Concílio Vaticano 2º, que ocorreu entre 1962 e 1965, quando os bispos da igreja defendiam a necessidade do “pluralismo litúrgico”.

Assim como Ogum, orixá das religiões Umbanda e Candomblé, é considerado o equivalente a São Jorge da Igreja Católica, a ideia é permitir que as missas agora incorporem rituais dos povos indígenas.

As variações e adaptações solicitadas é defendida porque “a liturgia deve responder à cultura”, segundo a visão dos clérigos, que esperam assim fazer com que o Catolicismo ganhe mais adeptos nas regiões onde os evangélicos estão crescendo.

“Devemos dar resposta verdadeiramente católica ao pedido das comunidades amazônicas para adaptar a liturgia, valorizando a visão de mundo, tradições, símbolos e ritos originais que incluem dimensões transcendentes, comunitárias e ecológicas”, diz o documento, segundo a Folha.

Para que as novas adaptações sejam colocadas em prática, a recomendação é que sejam aguardas a exortação apostólica, como é chamado o documento de diretrizes do papa.

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