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Política

“Houve sim o kit gay, eu era vice líder do governo”, lembra Marcelo Crivella

Prefeito do Rio de Janeiro reiterou a existência do material que vem sendo negado pela imprensa.

Michael Caceres

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Marcelo Crivella
Marcelo Crivella. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Durante entrevista ao programa “Ponto a Ponto”, da Band News, apresentado por Mônica Bergamo e Antonio Lavareda, o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), reiterou a existência do “kit gay”. Crivella disse que teve diversas reuniões sobre o assunto com Fernando Haddad, que na época era Ministro da Educação do governo Dilma.

O assunto foi levantado por Crivella, que foi imediatamente rebatido pela jornalista Mônica Bergamo, que negou a existência do material e questionou se isso não gerava problemas, que para ela não houve uma política deliberada de se lançar um “kit gay”.

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“Não existiu um kit gay. Não existiu uma política deliberada de se lançar um kit gay nas escolas. Isso nunca foi feito. Essa confusão não gera problemas?”, questionou.

Neste momento, o prefeito do Rio lembrou a jornalista que ele fazia parte do governo Dilma na época em que o material seria distribuído e que teve diversas reuniões com Fernando Haddad sobre o tema, pois articulou juntamente com a Frente Parlamentar Evangélica (FPE) a retirada do material.

“Houve sim o kit gay. Eu era vice-líder do governo, tive diversas reuniões com [Fernando] Haddad. Isso fez parte do programa nacional de educação que tinha que ser votado nos municípios”, disse Crivella.

O material que seria distribuído há 8 anos, no governo Dilma Roussef, propunha a distribuição de um kit de cartilhas e DVDs contendo informações sobre o universo homossexual juvenil. Esse material deveria ser levado a 6 mil escolas da rede pública parceiras do programa Mais Educação e acabou ficando conhecido como “kit gay”.

“Havia toda uma intenção, não era só de quebrar o preconceito não, era de certa forma incentivar que isso entrasse na pauta, que fosse discutido. Não existe menino, não existe menina, isso é uma formação cultural e, pra você saber se você é ou não é, você precisa experimentar”, completou Crivella.

Nos últimos meses a imprensa tem negado a existência deste material, apontando como sendo uma “fake news” levantada contra o Partidos dos Trabalhadores (PT) e Fernando Haddad. Mas Crivella foi um dos que se posicionou contra a distribuição do material na época, convencendo o governo a cancelar a proposta.

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