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Internacional

Hillsong está passando a mensagem errada sobre gays, afirma pastor

Controvérsia nos EUA aumentou após a legalização pela Suprema Corte

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A questão do reconhecimento da homossexualidade como um “estilo de vida” divide cristãos em várias partes do mundo. Enquanto algumas igrejas optaram pela teologia inclusiva, chegando a ordenar pastores gays, outras combatem virulentamente e não raro são cobradas por não estarem “demonstrando amor” ao fazerem isso.

No final de julho, surgiu uma grande polêmica nos Estados Unidos por conta de um sermão do pastor Dewey Smith sobre a presença de gays na igreja. A mensagem viralizou na internet, pois o pastor chamava de “hipócritas” as igrejas que mantinham homossexuais nos coros das igrejas.

Poucos dias depois, vários sites cristãos reproduziram a declaração de um homossexual da igreja Hillsong de Nova York o qual anunciou ser dirigente do coral. Como era esperado, por causa da grande influência da denominação, ocorreu uma verdadeira avalanche de críticas.

Poucos dias depois, o pastor-sênior e fundador da igreja, Brian Houston, se pronunciou sobre o assunto em nota oficial no site da igreja-sede, na Austrália.

Ele deixou claro que a igreja Hillsong permite que gays sejam membros, mas diz desconhecer que ocupem posições de liderança, reforçando que acreditava no que Paulo dizia em suas cartas eram o suficiente.

Em seu texto, afirmava que homossexuais são “bem-vindos” na igreja, podendo ser inclusive membros, “com a garantia de que será pessoalmente incluído e aceito dentro de nossa comunidade”. Contudo, fez a ressalva que eles não podem “assumir um papel de liderança ativa”.

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Entre as várias repercussões, o The Christian Post publicou a opinião do pastor Shane Idleman, da Westside Christian Fellowship.

Ele ecoou as palavras do pastor Brian, sobre a obrigação dos cristãos de amarem e ajudarem a todos, independentemente de suas escolhas. Mas fez um importante contraponto sobre a Hillsong estar passando a “mensagem errada” a os gays.

Para ele, existe uma incoerência em se permitir que uma pessoa possa ser membro da igreja e, portanto, considerado parte do corpo de Cristo, enquanto continua vivendo um estilo de vida homossexual. Ainda que o pastor tenha dito crer pessoalmente que o ideal de Deus é o casamento heterossexual, não classificou a homossexualidade de pecado.

“Há uma enorme diferença entre alguém que se esforça contra o pecado e alguém que o abraça abertamente. Não há espaço de manobra quando se trata de 1 Coríntios 5: 1-13. Paulo é absolutamente claro que o pecado na igreja precisa ser tratado. O objetivo da confrontação amorosa é em última análise, a restauração, não legalismo”, escreveu o pastor Idleman.

Ele defendeu que uma declaração “mais de acordo com o coração de Deus” seria: “Todos são bem-vindos, mas aqueles que continuam no pecado impenitente, através de um estilo de vida que se opõe à vontade de Deus, não podem fazer da liderança nem se tornar membros”.

O pastor da Westside pediu que Brian, e consequentemente, todos os pastores, precisam considerar o exemplo de Jesus: “pregar as verdades difíceis (…) pregar a cruz e a necessidade de novo nascimento, pregar o inferno e pregar o céu; pregar a condenação e pregar a salvação; pregar o pecado e pregar a graça; pregar a ira e pregar o amor; pregar o julgamento e pregar a misericórdia; pregar a obediência e pregar o perdão; pregar que Deus “é amor”, mas sem esquecer que Deus é justo. É o amor de Deus que nos obriga a compartilhar toda a Sua verdade, inclusive aquelas coisas que são difíceis de ouvir”.

Deixando claro que não incentiva o “discurso de ódio” contra os gays, citou uma série de versículos, destacou as exortações do Novo Testamento sobre a necessidade de santificação e luta contra os desejos da carne e as concupiscências (1 Pe 1:14, 1 Jo 3: 3, Rm 6:19 e 2 Pe 3:11). Com informações de Christian Post

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