Siga-nos!

Internacional

Guarda Revolucionária diz que Irã está preparado para revidar ataques em “qualquer cenário”

Ataque a produção de petróleo saudita aumenta os riscos de confronto entre países do Oriente Médio

em

Hossein Salami. (Foto: Mohammad KhodaBakhsh (MEHR)

A Guarda Revolucionária declarou no sábado (21) que o Irã está pronto para revidar qualquer agressor que tentar destruí-lo, aumentando assim as tensões na região.

A mensagem foi dada após os ataques às instalações de petróleo sauditas no final de semana assado, que foram atribuídos ao Irã pela Arábia Saudita e pelos EUA. Teerã nega ter envolvimento no caso.

“Tenha cuidado, uma agressão limitada não permanecerá limitada. Vamos perseguir qualquer agressor”, declarou o general Hossein Salami, chefe da Guarda iraniana.

“Estamos após a punição e continuaremos até a destruição total de qualquer agressor”, completou ele em coletiva transmitida pela TV estatal, conforme divulgou o jornal alemão DW.

Salami disse que o Irã não queria iniciar um conflito, mas enfatizou que suas forças realizaram “exercícios de guerra e estão prontos para qualquer cenário”.

A ameaça é para qualquer inimigo que tentar entrar no país.

“Se alguém atravessar nossas fronteiras, nós os atingiremos”, acrescentou.

Ataque na Arábia Saudita aumenta conflitos

Em 14 de setembro drones e mísseis atingiram dois importantes locais de petróleo na Arábia Saudita, prejudicando metade da produção de petróleo daquele país.

Os rebeldes Houthi, aliados do Irã, assumiram os ataques. O grupo luta contra a aliança liderada pelos sauditas no Iêmen desde 2015.

Mas para as autoridades de Riad, capital saudita, e para os EUA, o ataque foi coordenado por Teerã.

Por isso, autoridades sauditas declararam no último sábado que responderão ao ataque assim que conseguirem comprovar a participação do Irã.

O ministro de Estado das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Adel al-Jubeir, disse que a investigação provaria que os ataques vieram do norte – do Irã – não do Iêmen, e que o reino estava consultando seus aliados para “tomar as medidas necessárias … para garantir a segurança e a estabilidade de seu país.”

Publicidade