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Sociedade

Gravações ligam líderes da Igreja Maranata a crimes no ES

A investigação contra pastores da denominação iniciou em 2012 e busca encontrar os responsáveis pelo desvio de mais de 20 milhões.

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O Ministério Público do Espírito Santo (MP-ES) apresentou à Justiça gravações telefônicas que ligam líderes da Igreja Cristã Maranata a crimes de ameaça e coação. Os personagens das ligações são quatro pastores, um membro, a assessora da igreja e advogados que comentam sobre os mais variados temas.

O jornal A Gazeta divulgou trechos dessas conversas que mostram até mesmo ameaças contra um promotor, uma juíza, o Gaeco e o MP-ES. Em uma delas quem está conversando são os pastores Daniel Moreira, João Batista e o advogado Gustavo Varella.

“Acha que está na hora deles baterem, de dar um nocaute (…) Varella complementa: (…) mas dar uma cruzada de direita no focinho do Gaeco e do Ministério Público, tratar como leviano, irresponsável (…)”

Em outra conversa a assessora da igreja, Beth Rodrigues, e Daniel Moreira dizem que é necessário negar que houve enriquecimento ilícito entre os líderes da igreja.

“O que eu quero dizer é que como uma instituição (igreja), ela tem que negar que as pessoas enriqueçam lá dentro (…)” “Quem quer que seja pode ter cometido uma, duas, ou três irregularidades, mas o processo de enriquecimento ilícito lá dentro é uma coisa que a gente tem que negar peremptoriamente (decisivamente), até que tenha havido, a gente tem que negar, né (…)”

O MP-ES encontrou até uma conversa onde Daniel Moreira e Marco Picone falam sobre a abertura de ações conjuntas contra um jornal para “dar trabalho” à empresa que estava divulgando as denúncias contra os pastores da Maranata.

“(…) vão entrar com esse grupo de ações (…) eu vou aprovar e depois ele entra, tudo dentro da estratégia (…) dará um trabalho tremendo ao jornal, pois terão que viajar todo o Brasil para ver isso (…)”. Com informações G1.

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